Curar imágenes en exceso: reflexiones sobre curaduría selectiva y propositiva en el cine

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.34019/1981-4070.2026.v20.49709

Palabras clave:

curadoria em cinema, seleção, proposição, festivais de cinema, programação de filmes.

Resumen

Este artículo articula contribuciones teóricas contemporáneas con la observación de prácticas de curaduría recientes para comprender mejor las especificidades de la curaduría en el cine. Se argumenta que la curaduría constituye un campo dialógico, donde los vectores de legitimación y experimentación estética coexisten dinámicamente. La investigación propone las categorías selectiva y propositiva de la curaduría como forma de abordar las dinámicas en juego en este oficio, a veces lidiando con un universo limitado y ya dado de películas, como en las convocatorias de festivales, otras veces partiendo de hipótesis y buscando activamente las obras, como en muestras específicas. En este proceso, la selección y la propuesta surgen no como polos opuestos, sino como formas de actuación y agencia de dimensiones interdependientes, capaces de tensionar y renovar las formas de organizar la experiencia fílmica. A partir de entrevistas con curadores brasileños y de la observación de diferentes festivales y muestras, se discuten los distintos enfoques de curaduría, a veces basados en criterios objetivos de selección, a veces guiados por hipótesis conceptuales y propuestas temáticas. Se observa que el curador asume un papel activo en la mediación entre las películas y los espectadores, creando recorridos interpretativos y sugiriendo nuevas formas de lectura. La curaduría, en este sentido, va más allá de la simple selección de obras y se consolida como una práctica crítica y discursiva. Especialmente en el contexto contemporáneo de exceso de producción audiovisual e inestabilidad en las políticas culturales, reflexionar sobre las formas de curar películas es también pensar en las posibles vías para dar visibilidad a la diversidad estética y política del cine.

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Biografía del autor/a

Mariana Souto, Universidade de Brasilia (UnB)

Mariana Souto é professora do curso de Audiovisual da Universidade de Brasília (FAC-UnB) e do Programa de Pós-graduação em Comunicação da mesma universidade. Realizou pós-doutorado (bolsas FAPESP e Capes) na ECA-USP, sob supervisão de Ismail Xavier. Doutora em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais, com prêmio Capes de Melhor Tese na área de Comunicação e informação (2017). Durante o doutorado, realizou sanduíche na Universitat Pompeu Fabra (Barcelona). Mestre pela UFMG. Autora do livro Infiltrados e invasores - uma perspectiva comparada sobre relações de classe no cinema brasileiro (2019).

Foi professora substituta da UFMG, professora da PUC-MG e da UNA. Pesquisa cinema brasileiro, documentário, política, classes sociais, métodos comparatistas. Realizou palestras na Cinemateca Brasileira, CPF Sesc, CCBB. Foi curadora do Janela Internacional de Cinema de Recife, do Festival Internacional de curtas de BH, da mostra Corpo e cinema (Caixa cultural) e do Cineclube Comum. Foi júri oficial da Mostra de Cinema de Tiradentes, júri de curtas do Janela Internacional, júri da Crítica do Festival de Brasília e do Cinema Urbana. Diretora de arte do longa-metragem O Último Episódio (em finalização), do curta Quintal (André Novais, exibido em Cannes e premiado em diversos festivais), assistente de direção de Fantasmas (André Novais, premiado em diversos festivais internacionais), Quinze (Maurilio Martins), Dona Sônia (Gabriel Martins), assistente de montagem de No coração do mundo (exibido em Rotterdam e outros festivais), entre outros filmes. Integrou os grupos de pesquisa História e Audiovisual e Poéticas da Experiência.

Arthur Senra, Universidade de Brasília (UnB)

Arthur Senra é cineasta, curador e programador audiovisual, é mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília (PPGCOM-UnB), especialista em Processos Criativos em Palavra e Imagem pela PUC Minas e graduado em Comunicação Social com ênfase em Cinema e Vídeo (Centro Universitário UNA). Sua produção cinematográfica abrange obras como Lagoa do Nado – A festa de um parque (2024), Virtual Genesis (2023) e Estranho Animal (2019), explorando narrativas experimentais e temáticas urbanas. 

Na esfera curatorial, atuou como curador e programador do Cine Sesc Palladium (2016-2018), coordenou a curadoria do Festival Curta Brasília por três edições, integrando a equipe curatorial desde 2018 e colaborou com a MUMIA – Mostra Udigrudi Mundial de Animação (2006-2015), além de participar de comissões de seleção em eventos como o Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte (2016).  Integrou a equipe técnica do Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS-BH) (2006-2008) e foi responsável pelo audiovisual da ONG Favela é Isso Aí (2009-2011).

Atualmente, dedica-se ao ensino, ministrando disciplinas de audiovisual no Instituto Federal de Brasília (IFB – Campus Recanto das Emas), onde é professor efetivo. Sua trajetória conjuga produção autoral, curadoria e formação crítica em cinema.

Citas

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Publicado

2026-03-12

Cómo citar

SOUTO, M.; SENRA, A. Curar imágenes en exceso: reflexiones sobre curaduría selectiva y propositiva en el cine. Lumina - Revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juíz de Fora, v. 20, p. e26008, 2026. DOI: 10.34019/1981-4070.2026.v20.49709. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/lumina/article/view/49709. Acesso em: 29 ago. 2026.