Entre a fábrica e a cozinha: precarização do trabalho e a reprodução social das catadoras de caranguejo na Amazônia dos manguezais
DOI:
https://doi.org/10.34019/1980-8518.2026.v26.50476Palavras-chave:
Mulheres, Trabalho, Caranguejo, Reprodução socialResumo
O artigo apresenta dados da pesquisa sobre a precarização do trabalho das catadoras de caranguejo da vila do Treme, comunidade localizada no entorno da Reserva Extrativista Marinha Caeté-Taperaçu (RESEX) em (Bragança/PA). Analisa as relações e condições de trabalho, articulando o trabalho de produção com processos de reprodução social. Fundamentada na tradição marxista e feminista, evidencia que essas esferas são interdependentes. Com base em uma abordagem qualitativa, a pesquisa contou com a participação de 13 catadoras de caranguejo que realizam trabalhos nas suas próprias casas e fábricas da comunidade. Como principais resultados da pesquisa identificam-se: precarização, informalidade e ausência de direitos trabalhistas das mulheres catadoras; combinação de trabalho remunerado e trabalho doméstico e de cuidado; realização simultânea de atividades produtivas e reprodutivas, em locais de trabalho, como cozinhas e quintais residenciais e nas fábricas próximas às residências; e, desigualdades de gênero nas relações de trabalho.
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