As requisições conservadoras para o trabalho dos assistentes sociais em debate

Autores

  • Ana Lúcia Suárez Maciel PUCRS

DOI:

https://doi.org/10.34019/1980-8518.2020.v20.32149

Palavras-chave:

serviço social; trabalho do assistente social; mercado de trabalho; perfil profissional

Resumo

O artigo problematiza resultados de uma pesquisa feita sobre o mercado de trabalho dos assistentes sociais no Rio Grande do Sul (RS), a partir do recorte do perfil profissional que vem sendo requerido para os mesmos. Para tanto, se efetivou o mapeamento, tratamento e análise de conteúdo da oferta de vagas para esse cargo, referentes aos anos de 2018 e 2019, cuja categorização indica para elementos acerca da empregabilidade, assalariamento, carga horária, atribuições e competências profissionais. Os resultados indicam descompasso entre o perfil preconizado pelo atual projeto profissional e o perfil requisitado pelo mercado de trabalho no RS, de modo a expressar requisições que reatualizam a perspectiva conservadora da profissão que se vinculam ao complexo e contraditório movimento histórico conjuntural da sociedade, refletem a crise do capitalismo e os seus rebatimentos no trabalho dos assistentes sociais.

Biografia do Autor

Ana Lúcia Suárez Maciel, PUCRS

Assistente Social, Especialista em Administração de Recursos Humanos, Mestre e Doutora em Serviço Social. Professora e pesquisadora dos cursos de graduação e pós-graduação em Serviço Social da Escola de Humanidades da PUCRS. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Gestão Social e Formação em Serviço Social (FORMASS). Bolsista produtividade nível 2 do CNPq.

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Publicado

2020-12-15

Edição

Seção

Dossiê: Os desafios do Serviço Social ante a escalada do Conservadorismo