“Ofício de Faccionado”: Campo, Habitus e Sujeição Criminal dos agentes sociais do crime organizado no Estado do Ceará.

Autores

  • Ledervan Caze Universidade Estadual do Ceará - UECE. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual do Ceará-UECE. https://orcid.org/0009-0001-4999-9877

DOI:

https://doi.org/10.34019/2318-101X.2026.v21.49616

Resumo

Objetivamente, esse estudo almejou discutir os processos de “cooptação” e de “sujeição criminal”, a gênese de uma possível “identidade faccional” e o desenvolvimento do campo social do crime organizado cearense. Para refletir essa problemática, a pesquisa fez uso metodológico da “Teoria dos Campos” de Pierre Bourdieu, de uma abordagem essencialmente qualitativa e de pesquisas bibliográfica e documental. Como conclusão, o estudo evidenciou que dentro do universo sociocultural das “facções” (coletivos criminais), a violência parece figurar como um catalisador de sentidos, ou seja, parece retroalimentar as significações do crime e funcionar como um instrumento fomentador de “identidades marginais”, através da incorporação de um habitus “banditivo”, da assimilação da lógica do crime organizado e da imposição de um processo de sujeição criminal externo (por meio da estigmatização social) e interno (por meio de autoafirmação). Ao final, o escrito também pontuou a emergência da Sociologia Reflexiva como possibilidade investigativa para o “fenômeno faccional”.

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Publicado

2026-03-07