A legitimação de Mário Pedrosa como crítico de arte: a recepção na imprensa do livro "Arte, necessidade vital"
DOI:
https://doi.org/10.34019/2318-101X.2019.v14.25912Resumen
O objetivo deste trabalho é analisar a recepção na imprensa do livro Arte, necessidade vital, lançado por Mário Pedrosa, em 1949. Essa publicação, que contava textos sobre arte escritos pelo crítico em um período de 15 anos, foi recebida de forma positiva na imprensa por vários jornalistas e intelectuais que reforçavam as qualidades de Pedrosa como crítico de arte. Uma hipótese deste artigo é que o lançamento desse livro coincidiu com um momento chave de atuação do crítico, que nesse mesmo ano havia acabado de redigir sua tese Da natureza afetiva da forma na obra de arte, em que lançou as bases teóricas para a compreensão dos objetos artísticos, além de ter participado de organizações voltadas para a institucionalização da crítica de arte, como a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA) e Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), e ter contribuído para a formação de um grupo de artistas em torno do concretismo no Rio de Janeiro. Desse modo, ao lançar um livro com uma seleção de artigos publicados em periódicos – espaço por excelência da sua atuação intelectual – Pedrosa alçou uma posição de destaque como crítico de arte, sendo reconhecido como um dos principais representantes dessa atividade no Brasil.