Aspectos da crítica sobre jovens artistas nas páginas do Jornal do Brasil (1950-2000)

  • Guilherme Marcondes dos Santos Pós-doutorando no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual do Ceará (PPGS/UECE)

Resumo

O objetivo deste artigo é compreender como jovens artistas / artistas emergentes / artistas em início de carreira foram sendo representados/as/xs nas críticas de arte veiculadas pelo Jornal do Brasil (JB) na segunda metade do século XX. Pergunta-se porque o jornal destinou tantos recursos e espaço nas suas páginas para tratar de jovens artistas ainda desconhecidos e em processo de legitimação pelo circuito de arte? E, ainda, quais foram os valores acionados para reconhecer e até mesmo consagrar alguns artistas e excluir outros?  Essas são algumas das perguntas que levaram ao estudo de três casos típicos da crítica no período analisado, aqui caracterizados como:  arte com estirpe; arte com personalidade e magia; e o mercado de arte e a arte jovem.  A escolha do JB se deu pela sua importância para a circulação da crítica de arte e legitimação de carreiras artísticas naquela época. O texto utiliza pesquisa realizada na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, que resultou na escolha de matérias consideradas expressivas dos modos de representação dos jovens artistas visuais/plásticos/as/xs ao longo de seis décadas.

Biografia do Autor

Guilherme Marcondes dos Santos, Pós-doutorando no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual do Ceará (PPGS/UECE)
Pós-doutorando no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Estadual do Ceará. Doutor e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ. Bacharel e licenciado em Ciências Sociais pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. É pesquisador associado ao Núcleo de Sociologia da Cultura da UFRJ. Foi assistente de pesquisa no CPDOC/FGV e coordenador de pesquisa e memória no Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea.
Publicado
2019-07-15