Religious transit and multiple religious belonging among sexual minorities in Brazil
a mixed-method study
DOI:
https://doi.org/10.34019/2236-6296.2025.v28.49107Palavras-chave:
minorias sexuais, lgbt, saúde mental, múltipla pertença religiosa, trânsito religioso, religiosidadeResumo
This study investigated the relationships between religious identity and gender/sexual orientation among sexual minorities in Brazil, focusing on religious transit and multiple religious belonging. A total of 151 participants answered questionnaires about their previous and current religious identities, the reasons for switching, and the impact of their sexuality. The results suggest significant differences in religious transit according to identity. Qualitative analysis revealed three central categories: rupture and redefinition of spirituality, ambivalence in religious spaces, and suffering and conflict with religious morality. Approximately one third of the sample reported multiple religious belonging, a proportion three times higher than the national average. There was a trend toward disaffiliation from religion altogether and from traditional Christian denominations, with increased affiliation to Afro-Brazilian, Buddhist, Indigenous, and esoteric religions. Religious transit emerged as a strategy for maintaining mental health, and religious identity was understood as a continuous rather than a dichotomous variable.
Downloads
Referências
AGUIAR, C. et al. Sobre religião, Estado laico e cidadania LGBT+: a Frente Parlamentar Evangélica e a defesa da verdade sobre a família. 2021. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião) – Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, 2021.
ANO, G. G.; VASCONCELLES, E. B. Religious coping and psychological adjustment to stress: a meta-analysis. Journal of Clinical Psychology, [S. l.], v. 61, n. 4, p. 461–480, abr. 2005.
ANTONIAZZI, A. S.; DELL’AGLIO, D. D.; BANDEIRA, D. R. O conceito de coping: uma revisão teórica. Estudos de Psicologia (Natal), v. 3, p. 273–294, 1998.
BERGHUIJS, J. Multiple Religious Belonging in the Netherlands: An Empirical Approach to Hybrid Religiosity. Open Theology, [S. l.], v. 3, n. 1, p. 19–37, 2017. DOI: 10.1515/opth-2017-0003. Disponível em: https://doi.org/10.1515/opth-2017-0003. Acesso em: 15 jun. 2025.
BIRMAN, P.; LEITE, M. P. Whatever happened to what used to be the largest Catholic country in the Word? Deadalus, v. 129, n. 2, p. 271–290, 2000.
BRANQUINHO, B. F.; BENEDITO, L. A. P.; CIASCA, S. V. Síndromes depressivas e ansiosas. In: CIASCA, S. V.; HERCOWITZ, A.; LOPES JÚNIOR, A. (orgs.). Saúde LGBTQIA+: práticas de cuidado transdisciplinar. 1. ed. Santana de Parnaíba (SP): Manole, 2021. p. 390–397.
CALVETTI, P.; MULLER, P. V.; NUNES, M. L. T. Espiritualidade e saúde mental: uma revisão da literatura. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, v. 29, n. 2, p. 153–161, 2007.
CHAUDHRY, A. B.; REISNER, S. L. Disparities by sexual orientation persist for major depressive episode and substance abuse or dependence: findings from a national probability study of adults in the United States. LGBT Health, New Rochelle, v. 6, n. 5, p. 261–266, jul. 2019.
CISCON-EVANGELISTA, M. R.; MENANDRO, P. R. M. Trânsito religioso e construções identitárias: mobilidade social de evangélicos neopentecostais. Psico-USF, v. 16, n. 2, p. 193–202, 2011.
DA FONSÊCA, P. N. et al. Estratégias de coping adotadas pelos profissionais de saúde durante a pandemia da COVID-19. Actualidades en Psicología, v. 36, n. 133, p. 1–12, 2022.
DAWSON, A. New era – New religions: religious transformation on contemporary Brazil. Hampshire: Ashgate Publishing Ltd., 2007.
DIAS, E.; PAIS-RIBEIRO, J. L. O modelo de coping de Folkman e Lazarus: aspectos históricos e conceituais. Revista Psicologia e Saúde, v. 11, n. 2, p. 55–66, 2019.
DONNELLY, J. Minority Rights: International Protection and the Problem of Definition. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 2019.
ESPERANDIO, M. R. G. Espiritualidade e saúde: a emergência de um campo de pesquisa interdisciplinar. REVER: Revista de Estudos da Religião, São Paulo, v. 20, n. 2, p. 7–10, jul./dez. 2020.
EXLINE, J. J. et al. The Religious and Spiritual Struggles Scale: Development and Initial Validation. Psychology of Religion and Spirituality, [S. l.], v. 6, n. 3, p. 208–222, 2014.
FITCHETT, G. et al. The role of religion in medical rehabilitation outcomes: a longitudinal study. Rehabilitation Psychology, Washington, v. 44, n. 4, p. 333–353, 1999.
FOLKMAN, S.; LAZARUS, R. S. An analysis of coping in a middle-aged community sample. Journal of Health and Social Behavior, v. 21, n. 3, p. 219–239, 1980.
GLOCK, Charles Y.; STARK, Rodney. Religion and Society in Tension. Chicago: Rand McNally, 1965.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo Demográfico 2010: características gerais da população, religião e pessoas com deficiência. Rio de Janeiro: IBGE, 2012.
JASPARD, J. M. Significação religiosa do sofrimento e posição psicológica na fé. Psicologia USP, v. 15, n. 3, p. 191–212, 2004.
LASSITER, J M.; SALEH, L; GROV, C; STARKS, T; VENTUNEAC, A; PARSONS, Jeffrey T. Spirituality and multiple dimensions of religion are associated with mental health in gay and bisexual men: results from the One Thousand Strong cohort. Psychology of Religion and Spirituality, [S. l.], v. 11, n. 4, p. 358–366, 2019. DOI: https://doi.org/10.1037/rel0000190. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30920271/. Acesso em: 15 jun. 2025.
LEHMANN, D. Igrejas pentecostais e a transformação religiosa na América Latina. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 27, n. 78, p. 81–96, 2012.
MARALDI, E. O.; DIAS, R. J. L. A dinâmica da identidade religiosa no Brasil em perspectiva cognitiva. In: ESPERANDIO, M. R. G. et al. (orgs.). Psicologia cognitiva da religião no Brasil: estado atual e oportunidades futuras. Curitiba: Editora CRV, 2019. p. 77–87.
MOREIRA-ALMEIDA, A.; LOTUFO-NETO, F.; KOENIG, H. G. Religiosidade e saúde mental: uma revisão. Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo, v. 28, n. 3, p. 242–250, set. 2006.
MORELLO, G. Why study religions from a Latin American sociological perspective? Na introduction to religious issue, “religion in Latin America, and among Latinos abroad”. Religions, v. 10, n. 399, p. 1–12, 2019.
NUNES, A. P.; MARIZ, C.; FAERSTEIN, E. Saúde, religião e trânsito religioso: Estudo Pró-Saúde. Dados – Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, v. 59, n. 4, p. 1241–1274, out./dez. 2016.
PANZINI, R. G.; BANDEIRA, D. R. Espiritualidade/religiosidade e saúde mental: uma revisão de literatura. Revista Brasileira de Psiquiatria, São Paulo, v. 29, n. 1, p. 70–80, 2007.
PAIVA, G. J. Religião, enfrentamento e cura: perspectivas psicológicas. Estudos de Psicologia (Campinas), v. 24, n. 1, p. 99–104, 2007.
PARGAMENT, K. I. The psychology of religion and coping: theory, research, practice. New York: Guilford Press, 1997.
PARGAMENT, K. I. et al. Religious coping methods as predictors of psychological, physical and spiritual outcomes among medically ill elderly patients: a two-year longitudinal study. Journal of Health Psychology, v. 6, n. 6, p. 509–533, 2001. DOI: 10.1177/135910530100600603.
PARK, C. L.; BROOKS, D.; SUSSMAN, S. Religion and spirituality in coping with cancer: A review. Psycho-Oncology, v. 18, n. 1, p. 9–22, 2009.
PEEK, L. African American older adults’ perceptions of spirituality and religiosity in coping with depression. Journal of Gerontological Social Work, v. 45, n. 3–4, p. 215–236, 2005.
PIRUTINSKY, S. et al. Does negative religious coping accompany, precede, or follow depression among Orthodox Jews? Journal of Affective Disorders, v. 134, n. 1–3, p. 282–286, 2011. DOI: 10.1016/j.jad.2011.05.044.
RIBEIRO, C. O. Dupla e múltipla pertença religiosa no Brasil. Estudos de Religião, São Bernardo do Campo, v. 32, n. 3, p. 93–115, set./dez. 2018.
RIBEIRO, M. F. F. Estudos sobre a disponibilidade esquemática, expertise e pertença religiosa: normas de associação semântica, julgamentos de tipicidade e similaridade. 2023. Universidade de Brasília, Brasília, 2023.
SÁ, A. C.; SZYLIT, C. Cisheteronormatividade e suas implicações sociais: uma análise crítica. Revista de Estudos de Gênero, 2021.
SILVA DA ROSA, Z. T.; ESPERANDIO, M. R. G. O papel da espiritualidade/religiosidade na saúde mental de minorias sexuais: revisão integrativa da literatura. Estudos de Religião, [S. l.], v. 36, n. 2, p. 23–51, 2024. DOI: 10.15603/2176-0985/er.v36n2p23-51. Disponível em: https://revistas.metodista.br/index.php/estudosreligiao/article/view/286. Acesso em: 14 jun. 2025.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Direito Autoral e de Exoneração de Responsabilidade Editorial
O envio de artigo implica a cessão dos direitos de publicação à Numen. Ao submeterem o manuscrito, os autores declaram-se titulares dos direitos autorais da obra. Os artigos aprovados são publicados sob a licença Creative Commons Atribuição (CC BY 4.0). Esta licença permite o compartilhamento, cópia e redistribuição do material em qualquer suporte ou formato, bem como sua adaptação para qualquer fim, inclusive comercial, desde que seja atribuído o devido crédito aos autores originais e à Revista NUMEN como veículo de publicação original.
Os artigos publicados em Numen são de total responsabilidade dos respectivos autores e autoras.
O conteúdo científico, opiniões, dados, conceitos e posicionamentos expressos nos artigos publicados são de inteira e exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores. Por conseguinte, cumpre esclarecer que:
- A competência da equipe editorial restringe-se à chancela do processo de avaliação positiva.
- A homologação dos pareceres favoráveis vincula a revista estritamente ao ato técnico da publicação.
- A revista exime-se de qualquer responsabilidade civil, penal, autoral ou ideológica sobre o teor das obras. Os artigos publicados na Revista NUMEN são de inteira e exclusiva responsabilidade civil, penal e acadêmica de seus autores. O processo editorial adota o sistema de avaliação cega por pares (double-blind peer review). A competência da revista limita-se a homologar a avaliação positiva dos pareceristas externos e executar o ato técnico da publicação, eximindo-se de qualquer responsabilidade sobre o conteúdo, opiniões ou dados vertidos na obra.
- Eventuais litígios ou contestações sobre o conteúdo deverão ser direcionados diretamente aos submissores do texto.
Política de Prevenção ao Plágio
Os autores garantem a total originalidade do manuscrito, sendo terminantemente vedados:
- Plágio direto ou parcial: Cópia de textos de terceiros sem a devida identificação e citação bibliográfica.
- Autoplágio: Reutilização massiva de textos próprios já publicados, sem o ineditismo exigido pela revista.
- Fraude científica: Fabricação ou manipulação de dados, gráficos e resultados.
Citações e Conteúdos de Redes Sociais
O uso de dados, imagens, textos ou quaisquer conteúdos extraídos de plataformas de redes sociais (como Instagram, TikTok, X/Twitter, Facebook, LinkedIn, entre outras) deve observar rigorosamente os seguintes critérios jurídicos e técnicos:
- Direito à Privacidade e Anonimização: É obrigação dos autores anonimizar dados pessoais, nomes, fotos e perfis de usuários que não sejam figuras públicas, garantindo o direito à privacidade e a proteção de dados (LGPD).
- Direito de Imagem e Propriedade Intelectual: A reprodução de capturas de tela (prints), fotografias ou obras artísticas publicadas em redes sociais exige a autorização expressa do titular dos direitos ou o enquadramento estrito nas exceções legais de direito de citação para fins de crítica ou estudo.
- Rigor Metodológico: Todo conteúdo digital retirado de redes sociais deve vir acompanhado da respectiva citação técnica, contendo o autor do post, o nome da plataforma, o link direto de acesso (URL) e a data exata do acesso.

