Entre bruxas e cruzes ou sobre como Lutero lidou com a "prostituta grega"
DOI:
https://doi.org/10.34019/2236-6296.2025.v28.45885Palavras-chave:
Lutero, Realismo, Nominalismo, História da filosofiaResumo
O frei agostiniano do século XVI será notadamente conhecido por sua teologia e pelas consequências que esta causou na Igreja Romana e na religião como um todo. A Reforma Protestante é a consequência imediata de sua vida e teologia. Mas e sua filosofia? É possível falar em uma filosofia luterana? Qual a verdadeira relação de Lutero com a filosofia? Ele realmente a menospreza ou suas palavras contra a filosofia são apenas retóricas? Neste artigo, viso estabelecer o quanto Lutero é um pensador que se destaca por sua característica paradoxal, negando a necessidade da filosofia enquanto elabora filosoficamente sua posição. Desta maneira, Lutero é revolucionário ao mesmo tempo que é conservador, é teólogo enquanto é filósofo e filósofo enquanto teólogo. Na história, Lutero pode ser caracterizado sem exatamente ser, pois rompe com sua tradição ao mesmo tempo que a reafirma.
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