Tu também és um Mucker!
Esqueceram seu próprio nome?
DOI:
https://doi.org/10.34019/2236-6296.2024.v27.45540Palavras-chave:
Mucker, Königsberg, Ferrabrás, Schönherr, JacobinaResumo
Uma chaga histórica reabre no bicentenário da imigração alemã: por que um punhado de pacatas cidadãs, que se reuniram sob um círculo essencialmente espiritual, acusado de Mucker, ensejou tamanha perseguição a ponto de ser massacrado? Como veremos desde um exemplo sincrônico a Königsberg, a resposta deve ser buscada na própria história trazida pelos emigrantes: a radicalidade da crença em uma relação direta com deus, facilitada por algumas naturezas especialmente dotadas, lá Schönherr e Ebel, cá Jacobina; a crueza da realidade que demanda uma subversão espiritual para se tornar um lugar habitável; a profunda suspeita em relação às autoridades instituídas; o anúncio do reino de Deus e do respectivo juízo; o contágio coletivo por essa cosmovisão até as últimas consequências. Logo, é uma história que criou sua rima peculiar aqui, e também, uma mitologia que se realizou à história e uma história que ascendeu ao mito.
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