A volta dos que não foram!

Exercício hermenêutico-psicanalítico à luz da parábola do Filho Pródigo (Lc 15.11-32)

Autores

  • Sidnei Vilmar Noé

DOI:

https://doi.org/10.34019/2236-6296.2023.v26.40453

Resumo

Parábolas demandam nossa participação direta inconsciente, à face oculta do símbolo. A elaboração consciente dependerá da identificação inconsciente imediata com o personagem. Aqui temos basicamente três: o pai bondoso, o primogênito servil e o caçula rebelde. Cada qual demanda elaboração psíquica particular, que precisa articular-se às demais: sem mudança de todos consigo e entre si, problemas tendem a repetir-se, mesmo mediante recomposição. A verdadeira elaboração permanece aberta à nossa participação. A psicanálise pode auxiliar-nos a perceber os conflitos, desde nossa participação inconsciente no psiquismo dos protagonistas. Estes sugerem uma fixação pré-edípica; logo, cada qual desta tríade familiar tem seu próprio desafio: o pai, à consciência das necessidades individuais dos filhos e destes entre si; o primogênito, à consciência de que ficar em casa significa, recusar-se a viver a autonomia e o último-gênito, à consciência de que perder-se e morrer pode ser reencontrar-se e viver.

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Publicado

2023-08-29

Como Citar

VILMAR NOÉ, S. A volta dos que não foram! : Exercício hermenêutico-psicanalítico à luz da parábola do Filho Pródigo (Lc 15.11-32). Numen, [S. l.], v. 26, n. 1, 2023. DOI: 10.34019/2236-6296.2023.v26.40453. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/numen/article/view/40453. Acesso em: 23 jul. 2024.