A Teologia Protestante de Rubem Alves
Proto-História da Teologia da Libertação
DOI:
https://doi.org/10.34019/2236-6296.2020.v23.33138Resumo
Precisamente neste ano de 2019, que nós celebramos o jubileu da publicação da obra A Theology of Human Hope de Rubem Alves (1933-2014), fruto de uma tese de doutoramento defendida no ano anterior por ele no Princeton Theological Seminary. Seu título original era Towards a Theology of Liberation, que foi mudado por questões editoriais. Pouco conhecido, entretanto, foi seu primeiro trabalho acadêmico – dissertação de mestrado defendida em 1964 no Union Theological Seminary (New York) – A Theological Interpretation of the Meaning of the Revolution in Brazil. Rubem Alves, muito influenciado por Richard Shaull, e indiretamente por teólogos como: Barth, Rauschenbush, Bonhoeffer, Niebuhr, Cox, pelo testemunho missionário de Albert Schweitzer e pelas reflexões de Paulo Freire e da ISAL, como também pelos resultados da Conferência do Nordeste (1962) conseguiu amalgamar esta nova teologia protestante, sendo o pioneiro protestante a utilizar as expressões “revolução” (1963) e “libertação” (1968) em trabalhos acadêmicos de cunho religioso, alterando permanentemente a vocação da teologia no Brasil. Para além dessa celebração, a pesquisa de mestrado de Rubem Alves indicava a emergência de um novo movimento na Teologia latino-americana, muito embora ele não possa ser nomeado como um teólogo da libertação stricto sensu, suas ideias teológicas sobre a revolução foram um tipo de preâmbulo ao que viria na sequência.
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