Gênero e sexualidade na época do pluralismo: um desafio às religiões ins-titucionalizadas e universalistas
DOI:
https://doi.org/10.34019/2236-6296.2016.v19.22040Palavras-chave:
Instituição Religiosa, Fundamentação, Gênero, Sexualidade, Moderação.Resumo
Defenderei que as religiões institucionalizadas e universalistas, ao estilo da Igreja Católica, possam abandonar – ou pelo menos relativizar – seus discursos, valores e controles sobre gênero e sexualidade, de modo a servirem como plataforma de enfrentamento em relação a todas as formas de violência envolvendo gênero e sexualidade, muitas delas fundadas em possíveis interpretações de textos religiosos. Isso significa que as instituições religiosas de um modo geral e a Igreja Católica em particular precisarão renunciar às fundamentações essencialistas e naturalizadas nesse campo da vida cotidiana, deixando as questões de gênero e de sexualidade como fazendo parte irremediável da vida privada, uma conquista fundamental do processo de modernização ocidental e das democracias nele fundadas, baseado na secularização das instituições, na liberdade individual e no pluralismo dos estilos de vida. Esse abandono ou moderação discursiva acerca das questões de gênero e sexualidade possibilitaria uma renovação importantíssima às instituições religiosas e, na verdade, é, conforme acredito, o caminho por excelência que elas devem tomar neste século XXI.Downloads
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