EI Cristo Cósmico: La Superación del Antropocentrismo
Resumo
O universo é um contínuo formar-se. A cosmogênese é uma estrutura cósmica. O surgimento da vida no universo está dentro deste processo cosmogênico. Os elementos presentes no processo cosmogênico estão presentes também em Jesus Cristo. Isto significa dizer que Jesus Cristo tem uma implicância que ultrapassa o âmbito do humano, tem uma implicância cósmica. Jesus, como pessoa humana, é parte do processo de gênese contínua do universo. Como divino é, porém, a consciência divina irrompendo dentro da criação. A encarnação é a elevação de todo o universo na direção da pessoa divina. A concreção da encarnação é por um lado uma limitação da divindade, pois ela acontece em uma pessoa concreta com os seus limites. Por outro lado, Jesus Cristo representa um avanço qualitativo no processo cosmogênico. E este avanço se dá pela ressurreição. Na ressurreição foi superada a mortalidade, irrompeu algo novo, ocorreu um avanço. Com isso o ressuscitado é ele mesmo protagonista no processo cosmogênico, ou em outras palavras, no processo da criação. A partir de Cristo e sua ligação com o processo cosmogênico, podemos e devemos falar em uma verdadeira espiritualidade cósmica. E a ligação concreta para esta espiritualidade está para o cristão na eucaristia, momento em que pão e vinho não são mais só pão e vinho, mas a forma concreta que liga a matéria com todo o universo, que interliga o Cristo com o ser humano e com o todo do cosmo. Esta compreensão nos leva a superar em Cristologia o antropocentrismo e colocar a Cristologia numa perspectiva cosmocêntrica.
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