A alma como princípio de liberdade e o infinito em Plotino

  • Antônio Henrique Campolina Martins UFJF

Resumo

Em toda a história do pensamento religioso, não há melhor exemplo de uma experiência mística condicionada pela estrutura metafísica das diversas atividades transcendentais do espírito que a da união plotiniana da alma, princípio da liberdade, com o Uno, Infinito e Absoluto. Em Plotino, a interioridade, o aprofundamento do eu em si mesmo, ultrapassam de imediato o eu, e ascendem a uma realidade que faz esquecer, ao Uno transcendente, que está acima de toda determinação. A subjetividade é, pois, inseparável da transcendência; não é possivel descobrir-se a si mesmo sem ultrapassar-se. Este transcendente tornou-se, de mais a mais, uma categoria habitual do pensamento moderno. Tanto para Plotino como para Schelling, o real é essencialmente polaridade de termos que se sustentam uns aos outros; ele jamais é o resultado de uma soma de elementos dotados, primeiramente, de uma existência separada. Sob o aspecto da metafísica da transcendência existe uma afinidade autêntica entre Plotino e Schelling.

Biografia do Autor

Antônio Henrique Campolina Martins, UFJF
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Publicado
2010-08-08
Seção
Artigos