El ACNUR y el Gobierno Federal en la Operación Acogida: claridad, opacidad y los límites del discurso institucional
DOI:
https://doi.org/10.34019/1981-4070.2026.v20.50856Palabras clave:
Operação Acolhida, Agência Pública, Análise Crítica do Discurso, comunicação pública, comunicação de governo.Resumen
Este artículo analiza el discurso institucional sobre la actuación del Alto Comisionado de las Naciones Unidas para los Refugiados (ACNUR) en la Operación Acogida (OPA), a partir de publicaciones difundidas en el sitio web del Gobierno Federal, en contraste con los reportajes de la Agencia Pública. La investigación examina cómo el concepto de “cooperación” impregna sistemáticamente las publicaciones oficiales, al tiempo que la gestión operativa de la OPA aparece fuertemente vinculada al papel protagónico de la agencia. Partiendo de la tensión entre transparencia y opacidad, discutimos el papel de la comunicación pública en la construcción de narrativas institucionales y los límites impuestos a la soberanía nacional ante la presencia y la influencia del ACNUR - entidad que, a diferencia del Estado, no tiene la obligación legal de rendir cuentas ante la sociedad brasileña. Los resultados se comparan con las denuncias de violaciones de derechos humanos presentes en los reportajes periodísticos analizados, lo que pone de manifiesto incoherencias en los discursos oficiales. Basándose en el Análisis Crítico del Discurso, el trabajo sostiene que los canales institucionales construyen una representación parcial y selectiva de la realidad migratoria en Brasil, orientando así estratégicamente la mirada pública hacia esa realidad en el país y fortaleciendo la idea de la OPA como proyecto político modelo.
Descargas
Citas
ACNUR – ALTO COMISSARIADO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA REFUGIADOS. ACNUR no Brasil. [S. l.], c2001-2026. Disponível em: https://bit.ly/4uWz7yP. Acesso em: 28 jun. 2025.
BENTO, C. [Maria Aparecida da Silva]. O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
BESSA, D.; SATO, D. T. B. Categorias de análise. In: BATISTA JUNIOR, J. R. L.; SATO, D. T. B.; MELO, I. F. (Org.). Análise de discurso crítica para linguistas e não linguistas (p. 224). Parábola, 2018.
BRASIL. [Constituição (1988)]. Lei n.o 12.527, de 18 de novembro de 2011. Regula o acesso a informações previsto na Constituição Federal. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 18 nov. 2011. Disponível em: https://bit.ly/4tUSvLW. Acesso em: 28 jun. 2025.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República. Disponível em: https://bit.ly/49ZIwgW. Acesso em: 28 jun. 2025.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Operação Acolhida. Disponível em: https://bit.ly/4ugeOfO. Acesso em: 28 jun. 2025.
BRASIL. Ministério da Defesa. Operação Acolhida – Ações Humanitárias. Disponível em: http://bit.ly/4tGo101. Acesso em: 28 jun. 2025.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Operação Acolhida coloca o Brasil na presidência do Comitê Executivo do Comissariado para Refugiados da ONU. Brasília: MDS, 2024. Disponível em: https://bit.ly/49elgM2. Acesso em: 29 jun. 2025.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Cerimônia do Governo Federal celebra marca de 50 mil venezuelanos interiorizados no Brasil. Brasília: MDS, 2021. Disponível em: https://bit.ly/4wzTvYp. Acesso em: 29 jun. 2025.
BRANDÃO, E. Usos e Significados do Conceito Comunicação Pública. Disponível em: https://bit.ly/4wKv7U2. Acesso em: 20 maio 2025.
BUTLER, J. Quadros de guerra: quando a vida é passível de luto? 7. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2020.
CUSTÓDIO, R. Comida estragada, desnutrição e calor: denúncias nos abrigos da Operação Acolhida. Agência Pública, 25 jul. 2024a. Disponível em: https://bit.ly/4ulrj9R. Acesso em: 30 jun. 2025.
CUSTÓDIO, R. Comissão sobre refugiados pede esclarecimento sobre denúncias na Operação Acolhida. Agência Pública, 29 jul. 2024b. Disponível em: https://bit.ly/4ukdVCR. Acesso em: 30 jun. 2025.
CUSTÓDIO, R. Migrantes e trabalhadores denunciam preconceito contra venezuelanos na Operação Acolhida. Agência Pública, 29 ago. 2024c. Disponível em: https://bit.ly/4dxHfi5. Acesso em: 30 jun. 2025.
CUSTÓDIO, R. Migrantes e trabalhadores relatam violência, crime e medo na Operação Acolhida em Roraima. Agência Pública, 23 jul. 2024d. Disponível em: https://bit.ly/49VQEPu. Acesso em: 30 jun. 2025.
DUARTE, J.; DUARTE, M. Y. (2019). Serviço público, comunicação e cidadania. In: NASSAR, P.; MARETTI, E. (Org.). Comunicação pública: por uma prática mais republicana (pp. 57–77). Aberje.
FAIRCLOUGH, N. Discurso e mudança social. 2. ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2016.
FOUCAULT, M. Em defesa da sociedade. São Paulo, Martins Fontes, 1999.
GONÇALVES, F. E.; PAULINO, F. O. Lei de Acesso à Informação e os ruídos na comunicação pública a partir de pedidos formulados por jornalistas em 10 anos de vigência da LAI. In: ENCONTRO ANUAL DA COMPÓS, 34., 2025, Curitiba. Anais [...]. Curitiba: Compós, 2025. Disponível em: https://bit.ly/43k6a40. Acesso em: 19 maio 2026.
LOUERS, K. Digital Migration. Londres: Sage Publications, 2023.
LUCENA, C. T. Comida de refugiado como recurso identitário e de identificação. Cadernos CERU, São Paulo, Brasil, v. 32, n. 2, p. 116–134, 2021. DOI: 10.11606/issn.2595-2536.v32i2p116134. Disponível em: https://bit.ly/3RCcxx2. Acesso em: 22 maio. 2026.
MARTES, A. P.; AMARAL, E. F. A interiorização dos venezuelanos no Brasil: uma avaliação preliminar da Operação Acolhida. Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana – REMHU, Brasília, v. 29, n. 63, p. 175–194, maio/ago. 2021. Disponível em: https://bit.ly/4dtNNQl. Acesso em: 28 jun. 2025.
MARINO, S. Mediating the Refugee Crisis: digital solidarity, humanitarian technologies and border regimes. Londres: Palgrave Macmillan, 2021.
MBEMBE, A. Políticas da inimizade. São Paulo: N-1 edições, 2020.
MAINIERI, T.; RIBEIRO, E. M. A. O. A comunicação pública como processo para o exercício da cidadania: o papel das mídias sociais na sociedade democrática. Organicom, v. 8, n. 14, p. 49-61, 2011.
NO BRASIL chefe do Acnur diz que está bem impressionado com acolhimento de venezuelanos. Nações Unidas. Disponível em: https://bit.ly/49WZtIO. Acesso em: 29 abr. 2024.
POLIDO, F. B. P. Estado, soberania digital e tecnologias emergentes: interações entre direito internacional, segurança cibernética e inteligência artificial. Revista de Ciências do Estado, Belo Horizonte, v. 9, n. 1, p. 1–30, 2024. DOI: 10.35699/2525-8036.2024.53066. Disponível em: https://bit.ly/49cMKl8. Acesso em: 20 out. 2024.
PEREIRA, A. B.; QUINTANILHA, K. Deportação e trabalho escravo: governo e Exército tornam política migratória um desastre humanitário. Intercept Brasil, [s. l.], 23 jul. 2021. Disponível em: http://bit.ly/4tQN8ND Acesso em: 20 jul. 2026.
SEGREDOS da Operação Acolhida. Agência Pública. [S. l.], 29 ago. 2024. Disponível em: http://bit.ly/4wGdV1L. Acesso em: 29 jun. 2025.
SODRÉ, M. A ciência do comum: notas para o método comunicacional. Petrópolis: Vozes, 2014.
VASCONCELOS, I. “Desejáveis” e “indesejáveis”: diferencialidades e paradoxos no acolhimento de venezuelanos/as em Roraima e no Amazonas. Tese. (Doutorado em Antropologia Social). Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP, 2021.
VAN DIJK, T. A. Discurso e poder. 2. ed. São Paulo: Editora Contexto, 2018.
ZANFORLIN, S. C.; AFONSO LYRA , J.; PEREIRA TAVARES, R. Experiência venezuelana em Roraima: da agência comunitária em Ka Ubanoko ao confinamento da Operação Acolhida. REMHU, Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana, [S. l.], v. 33, p. e332035, 2025. DOI: 10.1590/1980-85852503880003304. Disponível em: https://remhu.csem.org.br/index.php/remhu/article/view/2035 Acesso em: 30 jun. 2025.
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Laura Santos de Souza, Sofia Cavalcanti Zanforlin

Esta obra está bajo una licencia Creative Commons Reconocimiento 3.0 Unported.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).


