El vídeo musical como archivo de fabulación crítica: un análisis de Tranca Rua
DOI:
https://doi.org/10.34019/1981-4070.2026.v20.50285Palabras clave:
fabulação crítica, música negra brasileira, videoclipe, arquivo, performance.Resumen
Este artículo analiza la producción audiovisual "Tranca Rua", de la banda bahiana ÀTTØØXXA, con la participación del rapero salvadoreño Baco Exu do Blues, para comprender el video musical como un documento vivo y performativo. Establecemos un diálogo en el ámbito musical con autores como Soares (2013), Sá (2021) y Dalla Vecchia (2024), articulando sus contribuciones a los estudios de video musical. El video moviliza símbolos de la afroreligiosidad en conexión con la ciudad de Salvador, evocando a Exu a través de elementos estéticos como la vestimenta, la comida y la presencia del gallo, y performances como danzas y CapoeyraVogue. La hipótesis del video musical como archivo vivo se sustenta en la articulación entre las nociones de archivo y repertorio (Taylor, 2013), fabulación crítica (Hartman, 2020), pantalla corporal y tiempo espiral (Martins, 2021). Desde esta perspectiva, los videos musicales no son simplemente productos culturales arraigados en la lógica de la industria discográfica; constituyen performances que reinscriben memorias y prácticas silenciadas, generando contrahistoria y modos de resistencia. A partir del análisis realizado, buscamos destacar cómo estos productos audiovisuales funcionan como espacios para la fabulación crítica y la performance del cuerpo-pantalla, ampliando los significados de lo visible y lo audible.
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