“Mi piel se volvió como la porcelana, como el marfil, como el acero”: Sansa Stark y lo femenino en Westeros
DOI:
https://doi.org/10.34019/1981-4070.2026.v20.49983Palabras clave:
As Crônicas de Gelo e Fogo, Game of Thrones, Sansa Stark, gênero, análise crítica cultural da mídia.Resumen
El objetivo central de este texto es observar, desde momentos específicos de la trayectoria de Sansa Stark, una de las protagonistas de las narrativas literarias de Canción de Hielo y Fuego (1996-2011, de George R. R. Martin) y la serie audiovisual Juego de Tronos (2011-2019, creada por David Benioff y D. B. Weiss), los significados que se construyen en torno a lo femenino. Para ello, realizamos un análisis cultural crítico de los medios, anclado en estudios de género e investigaciones que también han estudiado al personaje. Luego, localizamos tres imágenes que hablan de los caminos recorridos por Sansa, quien, a lo largo de cinco libros y ocho temporadas, parece actualizar el imaginario que rodea a la princesa, frágil y pasiva, y que, tras enfrentar una serie de reveses, se vuelve capaz de ser reina. Al igual que la princesa, Sansa es un cuerpo joven, femenino y dócil que representa una feminidad hegemónica y cumple con las expectativas que se le imponen en un mundo masculino regido por hombres. Al igual que la joven víctima, Sansa es un cuerpo vulnerable, a merced de una serie de violencias masculinas, que debe ser martirizado en un rito de iniciación, dejando de ser un pajarito para convertirse en un adulto de verdad. Como la reina, Sansa se convierte en un cuerpo que se controla a sí mismo, asumiendo una posición activa respecto a los caminos que tomará y capaz de mandar como soberana (Reina del Norte), incluso en un mundo masculino. En definitiva, observamos la influencia de las lógicas patriarcales, a las que tanto la narrativa literaria como la serie apuntan en relación con las posibilidades e imposibilidades de la existencia de lo femenino en Westeros y también en nuestra sociedad real.
Descargas
Citas
BUTLER, J. Corpos que importam: os limites discursivos do “sexo”. São Paulo: N-1. 2019.
BUTLER, J. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. São Paulo: Editora Record, 2012.
CORREIA, R. M. O arquétipo da princesa na construção social da feminilidade. 2010. Dissertação. (Mestrado em Estudos sobre as Mulheres) –. Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, 2010.
FRANKEL, V. E. Women in Game of Thrones: power, conformity and resistance. McFarland. 2014.
GAME OF THRONES. Realização: David Benioff; Daniel Brett Weiss. HBO, EUA, 2011-2019. 39 DVDs (4.216 min).
KOLINSKI MACHADO, F. V. Notas sobre o martírio feminino em Game of Thrones. E-Compós, [S. l.], v. 25, 2022. DOI: 10.30962/ec.2483. Disponível em: https://e-compos.org.br/e-compos/article/view/2483. Acesso em: 19 fev. 2026.
KOLINSKI MACHADO, F. V. Quando um corpo é vulnerável, incompreensível e incontrolável: Daenerys Targaryen e as possibilidades do feminino em As Crônicas de Gelo e Fogo e em Game of Thrones. Revista FAMECOS, [S. l.], v. 32, n. 1, p. e47055, 2025. DOI: 10.15448/1980-3729.2025.1.47055. Disponível em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/revistafamecos/article/view/47055. Acesso em: 19 fev. 2026.
KOLINSKI MACHADO, F. V.; VELOSO, K. M. Caminhos de uma viajante queer: reflexões sobre a trajetória de Arya Stark. E-Compós [S. l.], 2025. DOI: 10.30962/e-comps.3188. Disponível em: https://www.e-compos.org.br/e-compos/article/view/3188. Acesso em: 19 fev. 2026.
KELLNER, D. A cultura da mídia: estudos culturais, identidade e política entre o moderno e o pós-moderno. Bauru: Edusc, 2001.
MARTIN, G. R. R. A Guerra dos Tronos. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Leya, 2012A.
MARTIN, G. R. R. A Tormenta de Espadas. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora Leya, 2012B.
ORTIS, A. C. Representações femininas em Game of Thrones: mediações entre os sete reinos e a contemporaneidade. 2019. Dissertação. (Mestrado em Comunicação). Universidade Federal de Santa Maria, 2019.
SILVA, T. B. S. Análise de figurino da personagem Sansa Stark, do seriado Game of Thrones. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Design de Moda) – Universidade Federal do Ceará. 2019.
WISHHOVER, C. The evolution of Sansa Stark, explained by her costumes. Vox, 2019, 13 mai. Disponível em: https://tinyurl.com/ywj4eet3. Acesso em: 7 jun. 2026.
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Kolinski Machado, Carvalho

Esta obra está bajo una licencia Creative Commons Reconocimiento 3.0 Unported.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).


