De los márgenes al archivo: contraarchivo y contramemoria en los procesos jurídico-militares de la dictadura en Juiz de Fora

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.34019/1981-4070.2026.v20.49710

Palabras clave:

dictadura cívico-militar, contraarchivo, contramemoria, Comunicación, Juiz de Fora.

Resumen

Este artículo investiga los usos políticos de la memoria a partir del análisis de documentos producidos por militantes políticos en Juiz de Fora durante las décadas de 1960 y 1970, en el contexto de la dictadura cívico-militar brasileña (1964-1985). La documentación de la dictadura ha sido tradicionalmente abordada como fuente oficial de la historia, a menudo silenciando prácticas de resistencia y voces disidentes. La investigación adopta como ejes teórico-conceptuales los conceptos de contraarchivo y contramemoria, con el fin de problematizar los modos institucionales de producción de la verdad histórica y destacar las prácticas discursivas de resistencia invisibilizadas por el régimen. El análisis se fundamenta en los Procesos 5/69 y 32/70, producidos bajo vigilancia, lo que permite comprender los usos políticos de la memoria en contextos represivos. El estudio examina tres documentos, específicamente las ediciones de los periódicos clandestinos O Porrete y Luta, y el manuscrito Até Sempre 3, interpretándolos como enunciados insurgentes que tensionan los regímenes de verdad instituidos por los archivos oficiales. Con un enfoque cualitativo e interdisciplinario, el análisis revela que estos materiales no solo resisten el silenciamiento histórico, sino que también operan simbólicamente en la reconfiguración de la memoria colectiva y de la narrativa histórica. Los resultados muestran que estos documentos actúan como enunciados insurgentes, capaces de tensionar los regímenes de verdad instituidos por los archivos oficiales y de reconfigurar simbólicamente los sentidos de la memoria histórica. Se concluye que tales prácticas comunicacionales contribuyen a ampliar la comprensión sobre los conflictos de memoria en contextos autoritarios, ofreciendo narrativas alternativas al silenciamiento institucionalizado.

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Biografía del autor/a

Ramsés Albertoni Barbosa, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Professor de Artes, Pesquisador de Pós-doutorado em Comunicação (PPGCOM-UFJF), Pós-doutor em Artes (PPGCA-UFF), Doutor em Artes (PPGACL-UFJF), Mestre em Comunicação (PPGCOM-UFJF), Mestre em Poética (PPGCL-UFRJ).

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Publicado

2026-03-23

Cómo citar

ALBERTONI BARBOSA, R. De los márgenes al archivo: contraarchivo y contramemoria en los procesos jurídico-militares de la dictadura en Juiz de Fora. Lumina - Revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juíz de Fora, v. 20, p. e26012, 2026. DOI: 10.34019/1981-4070.2026.v20.49710. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/lumina/article/view/49710. Acesso em: 26 ago. 2026.