O dilema da parditude: reflexões sobre raça/etnia e identidade no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.34019/1980-8518.2026.v26.49879Palavras-chave:
Pardo, Raça/etnia, Limbo racial, Cotas, MultirracialidadeResumo
O presente ensaio tem como objetivo refletir sobre a questão da raça/etnia no Brasil a partir de alguns argumentos defendidos pelo movimento Parditude. A metodologia se apoia nos trabalhos desenvolvidos pela vanguarda do movimento negro brasileiro, como os de Munanga (1999), Nascimento (2016), Moura (2019), Carneiro (2011), Rios (2024) e entre outros, tendo em vista contrapor as teses do Movimento Parditude à luz das formulações dos referidos autores. Assim, o texto debate temas como limbo racial, multirracialidade, Lei de Cotas e a emergência das bancas de heteroidentificação considerando uma leitura crítica do processo colonial no Brasil. Conclui-se que o Movimento Parditude se utiliza de temas sensíveis intentando reivindicar uma “identidade mestiça”, mas na prática tem contribuído com a despolitização da categoria de negros, gerando debates virtuais que tem servido, ideologicamente e politicamente, para ameaçar conquistas históricas da comunidade negra brasileira.
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