Periferia, mercado de trabalho e cor: configurações sócio-territoriais do racismo brasileiro

  • Elizete Maria Menegat Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Selmara de Castro Balbino
Palavras-chave: estigma, racismo, mercado de trabalho, periferia.

Resumo

Consideramos, nesse estudo, que o lugar dos negros nas periferias segregadas das cidades brasileiras, bem como o lugar dos negros como excedentes da esfera produtiva, são produzidos a partir de mecanismos de estigmatização pela cor da pele. A desqualificação dos traços dos negros passa a ser fundamental para selecionar a fração da população que não terá acesso legal à terra, bem como, aos empregos do mercado formal. Os traços físicos da população negra são, portanto, utilizados para rotular, separar e segregar territorial e socialmente. O fenômeno alcança visibilidade pública na concentração dos negros nas periferias urbanas brasileiras, bem como, na presença majoritariamente negra entre os desempregados e desocupados.

Publicado
2017-03-07