Uso de métodos não invasivos para avaliação da espessura muco-gengival: a tecnologia a favor do diagnóstico

Autores

  • Lísia Procópio Rodrigues
  • Marcos Vinícius Queiroz de Paula
  • Francielle Silvestre Verner
  • Karina Lopes Devito UFJF http://orcid.org/0000-0001-5037-5466

DOI:

https://doi.org/10.34019/1982-8047.2018.v44.13952

Palavras-chave:

Gengiva, Mucosa bucal, Tecido conjuntivo, Tomografia computadorizada de feixe cônico, Ultrassonografia, Imagem por ressonância magnética.

Resumo

O objetivo no presente estudo foi realizar uma revisão atualizada da literatura sobre os diferentes métodos não invasivos utilizados para avaliação da espessura muco-gengival. O biotipo gengival é considerado um dos principais elementos de influência no resultado do tratamento estético. Pacientes com gengiva espessa demonstram ser mais resistentes à recessão gengival após terapia cirúrgica e/ou restauradora. Em contrapartida, pacientes com biotipo fino apresentam maior risco de recessão, sendo necessário, muitas vezes, o enxerto de tecido conjuntivo. O palato é a principal área doadora para enxerto de tecido conjuntivo subepitelial, sendo que a determinação da espessura da mucosa palatina é de grande importância para a previsibilidade dos procedimentos cirúrgicos. Existem diversos métodos para mensurar a espessura muco-gengival, alguns considerados invasivos, como: a avaliação transgengival (ou transmucosa); e outros, mais recentes, considerados não invasivos, como as imagens seccionais de ultrassom, tomografias computadorizadas ou imagens de ressonância magnética. Apesar de diversos estudos demonstrarem resultados positivos do uso de exames por imagens para avaliação da espessura dos tecidos muco-gengivais, concluiu-se que os métodos invasivos ainda parecem ser os mais utilizados.

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Biografia do Autor

Karina Lopes Devito, UFJF

Possui graduação pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (1999) e doutorado em Radiologia Odontológica pela Universidade Estadual de Campinas (2004). Atualmente é Professora Associada da Universidade Federal de Juiz de Fora. Atua na área de Radiologia Odontológica, desenpenhando atividades docentes na graduação e pós-graduação stricto sensu (Mestrado em Clínica Odontológica da Faculdade de Odontologia da UFJF).

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Publicado

2019-02-08

Como Citar

1.
Rodrigues LP, Paula MVQ de, Verner FS, Devito KL. Uso de métodos não invasivos para avaliação da espessura muco-gengival: a tecnologia a favor do diagnóstico. hu rev [Internet]. 8º de fevereiro de 2019 [citado 9º de dezembro de 2022];44(1):23-8. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/hurevista/article/view/13952

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