Psicolinguística e pragmática

entre tensões teóricas e possibilidades de convergência

Autores

  • Francisco Nanni Vieira Universidade Federal de Juiz de Fora

Palavras-chave:

Psicolinguística, Pragmática, Processamento Linguístico, Fatores Contextuais

Resumo

O presente artigo examina as maneiras pelas quais a psicolinguística contemporânea tem incorporado fatores pragmáticos em seus modelos teóricos e metodológicos. Para isso, parte-se de um percurso histórico que articula duas discussões centrais: a virada pragmática nos estudos linguísticos, que reposiciona a linguagem como prática situada e social (Austin, 1990; Grice, 1975; Labov, 2008) e a consolidação da psicolinguística como disciplina experimental, originalmente vinculada a modelos formalistas e mentalista (Oliveira; Name; Mercedes, 2023).   Com base nesse pano de fundo, analisa-se o modo como a psicolinguística tem buscado integrar aspectos contextuais, inferenciais e interacionais ao estudo do processamento da linguagem, por meio de noções como ação conjunta (Clark, 1996), cognição corporificada (Gibbs, 1994, 2006) e uso de paradigmas experimentais mais sensíveis à linguagem em uso (Tanenhaus et al., 1995). O artigo também destaca estudos brasileiros (Strey, 2016; Kenedy; Silva, 2024), que apontam para esse movimento, sugerindo uma reconfiguração do campo que não rompe com suas bases cognitivas, mas as amplia em direção a uma abordagem situada da linguagem.

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Publicado

2025-12-31

Edição

Seção

Artigos