Uma história policêntrica
diálogos entre a teoria da história e as narrativas Borum-Kren
DOI:
https://doi.org/10.34019/2359-4489.2026.v13.49569Palavras-chave:
história indígena, Borum-Kren, teoria da históriaResumo
Este artigo procede a um cotejamento de narrativas enunciadas por integrantes do povo Borum-Kren (que se encontra na região centro-leste de Minas Gerais, principalmente nos municípios de Ouro Preto, Mariana e Ponte Nova) e produções historiográficas formuladas nas últimas décadas sobre a história indígena, com base em duas questões: as configurações étnico-comunitárias e as cosmovisões Borum, em particular aquelas do grupo Borum-Kren. O objetivo é refletir sobre a elaboração de uma teoria e de um ensino de História mais policêntricos, em afinidade com a proposta de descolonização das racionalidades ocidentais. Como conclusão, postula-se que o acionamento da temporalidade provinda das sociedades Borum, que entrecruza no presente o que é remetido ao passado e ao futuro pela concepção de duração constituída sob a matriz cultural ocidental, possibilita uma reativação de alianças interétnicas e de conexões pluriontológicas.
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