A LUDICIDADE COMO PRÁTICA EMANCIPATÓRIA NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE
DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DO JOGO PEDAGÓGICO “TEALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS”
DOI:
https://doi.org/10.34019/2447-5246.2026.v31.53224Resumen
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) traz desafios crescentes à saúde pública, demandando diagnóstico precoce e manejo assertivo na rede assistencial. Contudo, a formação médica generalista frequentemente carece de abordagens direcionadas a essa complexidade clínica, criando lacunas na preparação de estudantes e residentes. Diante desse cenário e alinhado às Diretrizes Curriculares Nacionais de 2025, este estudo teve como objetivo apresentar o desenvolvimento e avaliação do jogo educativo “TEAlice no País das Maravilhas” como um produto inovador de tecnologia instrucional para o ensino superior em saúde. A metodologia seguiu o referencial do Recriar-se Lúdico, estruturando o jogo sério a partir dos critérios nosológicos do DSM-5-TR e aplicando-o em duas modalidades práticas com acadêmicos de Medicina e residentes de Pediatria. A análise descritiva simples e de dispersão dos dados quantitativos revelou um consenso altamente favorável entre os participantes. Os resultados apontaram que o recurso alcançou excelente desempenho, com ampla aprovação estética, alta diversidade de engajamento social ativo e facilitação do aprendizado significativo. O jogo de tabuleiro estabeleceu um ambiente seguro de simulação clínica em que o erro funcionou como alavanca reflexiva sem gerar estresses ou frustrações competitivas. O desdobramento qualitativo confirmou o impacto do produto no desenvolvimento da empatia e da Teoria da Mente, humanizando o olhar técnico dos futuros profissionais. Conclui-se que o jogo consolida-se como um recurso didático, validado e versátil, com potencial para integração contínua em programas oficiais de capacitação pedagógica e educação permanente em saúde.
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