Experiência de estudantes e preceptores do internato de medicina no atendimento à pessoa com comportamento suicida

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.34019/1809-8363.2021.v24.35032

Palabras clave:

Autoagressão, Educação Médica, Preceptoria, Internato médico

Resumen

A relação médico-paciente nasce imersa na cultura e carrega construções que refletem valores de ambos os envolvidos. A clínica centrada na pessoa tem um dos pilares na empatia, que também abre caminho para envolvimento afetivo e juízos. No atendimento à pessoa com comportamento suicida, questões da relação médico-paciente parecem potencializadas. O ensino do tema se dá principalmente pela psiquiatria e se reflete no cuidado. Este artigo é resultado de um estudo qualitativo desenvolvido a partir de entrevistas com estudantes e preceptores do internato de emergência em uma Unidade de Pronto Atendimento de Curitiba. Os resultados mostraram que questões estruturais, afetivas, juízos, articulação da rede etc. impactam no manejo e no cuidado oferecido e que um lugar secundário é dado à escuta, à privacidade e à autonomia. Diante da alta demanda, poucos profissionais identificam a importância da urgência e da emergência na linha de cuidado do comportamento suicida. Modelos de relação aprendidos e reproduzidos, a falta de espaço de discussão das emoções envolvidas nesses atendimentos e de conceitos como acolhimento, integralidade, medicina centrada na pessoa e cuidado compartilhado também estão presentes. A articulação da rede praticamente não incluiu a Atenção Básica. O ambiente de formação, em uma perspectiva positiva, pode ser um ponto importante para a quebra desse ciclo.

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Biografía del autor/a

Lucio Flávio Benini Lage, Fundação Estatal de Atenção em Saúde (FEAS)

Coordenador do Programa de Residência em Clínica Médica e da Emergência do Hospital do Idoso Zilda Arns. Mestre em Saúde da Família – UFPR/Fiocruz. Especialista em Clinica Médica – SBCM. Especialista de Medicina de Emergência - ABRAMEDE. Especialização em Medicina de Emergência – Albert Einstein Faculdade israelita de Ciências da Saúde. Graduação em Medicina – UFF.  Lattes: http://lattes.cnpq.br/1100160242981102

Deivisson Viana Dantas dos Santos, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Docente do Curso de Pós-graduação Mestrado Profissional em Saúde da Família – PROFSAÚDE. Doutor e mestre em Saúde Coletiva – UNICAMP. Especialista/Residência Médica  em Psiquiatria – UNICAMP. Especialista em Gerencia de Saúde – FGV-SP. Graduado em Medicina – UNICAMP. Lattes:  http://lattes.cnpq.br/2082293854099988

Sabrina Stefanello, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Docente do Curso de Pós-graduação Mestrado Profissional em Saúde da família – PROFSAÚDE. Doutora e mestra em Ciências Médicas – UNICAMP. Especialista/Residência Médica  em Psiquiatria – UNICAMP. Graduada em Medicina – UFSC. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9786403635183487

Publicado

2022-04-05

Número

Sección

Artigos Originais

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