O papel nacional da Atenção Primária à Saúde no enfrentamento da COVID-19

Autores

  • Anna Victória Pires Rodrigues Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNITPAC)
  • Alicia da Mota Silva Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNITPAC)
  • Krisna Araújo Luz Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNITPAC)
  • João Paulo Oliveira Carneiro Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNITPAC)
  • Rodolfo Lima Araújo Centro Universitário Presidente Antônio Carlos (UNITPAC) https://orcid.org/0000-0003-1615-0997

Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde, Pandemias

Resumo

A COVID-19 é uma infecção provocada pelo Novo Coronavírus (SARS-CoV-2), a qual afeta a população em vários aspectos e, consequentemente, exige maior demanda da Atenção Primária à Saúde (APS). Com isso, apesar de sobrecarregado, o setor primário abrange desde a prevenção até a promoção de cuidados frente à pandemia e suas consequências. Objetivou-se realizar uma revisão de literatura sobre a importância da Atenção Primária à Saúde frente à pandemia da COVID-19. Esta revisão foi realizada a partir de artigos pesquisados na base de dados SCIELO (Scientific Electronic Library Online), utilizando-se os termos “Atenção primária/COVID-19”. Apesar dos problemas crônicos de financiamento, gestão, provisão de profissionais e estruturação dos serviços, o robusto sistema das Unidades Básicas de Saúde (UBS) tem se mostrado fundamental frente às situações vivenciadas na pandemia. Nesse sentido, a Atenção Primária auxilia na prevenção através do ensinamento de medidas protetoras, como uso de máscara, álcool e distanciamento social. Colaboraram ainda na promoção da saúde por meio de consultas, realização de testes, exames, disponibilização de medicamentos de suporte, monitorização das famílias vulneráveis, acompanhamento de casos suspeitos e leves, entre outros. Além disso, a depressão, crise de ansiedade, compulsão alimentar, violência doméstica, alcoolismo e vários outros transtornos ocasionados pelo isolamento estão associados aos diversos papéis executados pela Atenção Primária. Ademais, apesar de a APS ser uma força potente na redução dos problemas em saúde, o subfinanciamento aliado à falta de planejamento reflete na sobrecarga vivenciada, contribuindo para a insuficiência de testes diagnósticos, espaços físicos limitados e reduzido número de leitos. Portanto, a Atenção Primária deve ser fortalecida e estruturada como uma das principais respostas do setor saúde à epidemia, dado seu alto grau de abrangência em território nacional e alcance de parcelas significativas da população expostas a riscos excessivos devido às suas condições de vida.

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Publicado

2021-06-01

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