O internato de Medicina de Família e Comunidade e a formação médica em uma escola federal do interior de Minas Gerais: autoavaliação dos estudantes
DOI:
https://doi.org/10.34019/1809-8363.2026.v29.48519Palavras-chave:
Internato e Residência, Educação Médica, Estudantes de MedicinaResumo
Objetivos: O presente estudo misto avaliou o internato de Medicina de Família e Comunidade na perspectiva dos estudantes, em uma Escola Médica Federal do interior de Minas Gerais (MG). Métodos: A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário semi-estruturado autoaplicado aos acadêmicos após a conclusão do internato. Os dados foram analisados utilizando estatística descritiva, teste de qui-quadrado e análise de conteúdo de Bardin. O estudo contou com a participação de 86 discentes. Todos os estudantes participaram de consultas médicas supervisionadas, inclusive pré-natal. Resultados e discussão: Os internos atenderam pessoas com condições endêmicas negligenciadas (100%), sífilis (82,6%), tuberculose (72,1%) e hanseníase (43%). A Lavagem otológica foi o procedimento mais realizado (68,6%), seguido de sutura (32,6%). Ocorreram atividades multiprofissionais, com destaque para visitas domiciliares (90,7%). A maioria dos entrevistados considerou as relações interpessoais estabelecidas durante esse período muito boas. Entre as dificuldades enfrentadas, destacaram-se a limitação de estrutura física, sobrecarga de trabalho e perda de seguimento. Conclusão: Concluiu-se que o internato de MFC proporcionou aprendizado prático na Atenção Primária à Saúde, porém, alguns pontos necessitam de aperfeiçoamento para uma formação médica de qualidade.




