Desmobilizações juvenis e a reimaginação da resistência na contemporaneidade em contraste com o período contracultural

  • Maria Isabel Mendes de Almeida Professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio.
  • Raphael Bispo Professor Adjunto do Departamento de Ciências Sociais (DPCSO) e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCSO) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Resumo

A proposta deste artigo é pensar experiências de vida juvenis contemporâneas que vêm esboçando agendas propositivas de como operar a subjetividade diante da demanda constante de prontidão para a ação, da maximização da competitividade no mundo do trabalho e do permanente estado de aceleração que vem atravessando seus cotidianos provocados pelas dinâmicas capitalistas atuais em nossa sociedade. Para isso, buscaremos refletir sobre tais funcionamentos subjetivos jovens a partir de suas (des)continuidades em relação aos modos operativos contraculturais típicos da década de 1960 e 1970. Nossa aposta analítica trafega sobre os remanejamentos contemporâneos dos mecanismos de ruptura, desvio, oposição, mal-estar e resistência que marcaram tais formas de ação política da juventude contracultural, convertidas hoje em ações que nomearemos de desmobilizações e virar, caracterizada por modos de comportamento que em muitos aspectos os aproximam mais da prática da resiliência do que da resistência contracultural típica dos anos 1960 e 1970. 

Biografia do Autor

Maria Isabel Mendes de Almeida, Professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio.

Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Candido Mendes. Professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio. Doutora e mestre em Sociologia pelo IUPERJ. Possui pós-doutorado em Sociologia pela Universidade Rene Descartes Paris V-Sorbonne.

  
Publicado
2018-07-23