O pensamento relacional molecular de Norbert Elias e a sociologia atomística weberiana: aproximações e distanciamentos

  • Débora Previatti Universidade Federal de Santa Catarina

Resumo

Há mais aproximações ou mais afastamentos de Norbert Elias em relação a Max Weber? Em que medida a sociologia weberiana pode ser vista apenas como um ponto de partida de Elias? Teria este divergido de Weber de forma substancial ou chegou a um fim próximo, porém complementando-o, corrigindo unilateralidades de sua teoria? Este trabalho teve como objetivo analisar os fatores que unem e os que afastam estes dois autores, a partir de seus próprios posicionamentos em termos de uma “sociologia atomística”, no caso de Weber, ou “molecular”, no de Elias. Para isso, foi analisada a repercussão de Weber em Elias nas obras monográficas “O processo civilizador” e “A sociedade de corte”, por meio de uma abordagem teórico-metodológica, ao mesmo tempo, sistemática e contextual. Tanto em Weber como em Elias, os indivíduos não estão “flutuando no espaço”, mas sim encontram-se presos em um teia de relações com os outros indivíduos. É a reciprocidade da ação [Wechselwirkung]. Entretanto, para Elias não haveria ações estritamente “individuais”, pois encontram-se sempre vinculadas a regras e convenções específicas das figurações que o indivíduo integra ao longo da vida.

Palavras-chave: Norbert Elias, sociologia relacional, Max Weber, teoria social.

Biografia do Autor

Débora Previatti, Universidade Federal de Santa Catarina
Doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia Política da Universidade Federal de Santa Catarina. É membro do Metropolis - Laboratório de Pesquisa Social (UFSC).
Publicado
2017-11-30