Um Caminho Pelas Cores: cinema e ética na trilogia de Kieślowski

Resumo

O objetivo deste artigo é caracterizar o estilo e a imagética da obra Trilogia das Cores, do diretor polonês Krzysztof Kieślowski. Para tanto, segue-se três caminhos analíticos: cruzamentos e comparações estéticas e temáticas entre os filmes, a problematização do efeito de certas escolhas técnicas e o exame de suas implicações cinematográficas, éticas e políticas. O argumento é de que as narrativas construídas nos longas operam a partir de uma dialética entre as convenções clássicas do cinema e a subversão dessas mesmas convenções. O texto, nessa medida, pretende refletir sobre as invenções – ou “estilos inventivos”, segundo Roy Wagner – sugeridas por Kieślowski em relação à dificuldade do encontro com o outro e da construção da alteridade na contemporaneidade, tendo em conta o lema que serve de pano de fundo para a produção dos filmes: “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”. Afinal, como o diretor problematizou a atualidade desses ideais a partir do contexto de unificação europeia de então e como tais ideais atravessam a trajetória das personagens dos longas que compõem a Trilogia?

Biografia do Autor

Bruna Nunes da Costa Triana, Universidade de São Paulo
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo, bolsista FAPESP (processo 2014/25152-0).
Publicado
2017-11-30