A razão populista de Ernesto Laclau: uma crítica agonística

  • Mayra Goulart da Silva Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
  • Theófilo Codeço Machado Rodrigues Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Resumo

O conceito de populismo é seguramente um dos mais discutíveis nas ciências sociais. Com Ernesto Laclau essa categoria encontrou um novo destino, tendo em vista o esforço do autor em apresentá-lo como um mecanismo de construção do político que não deve ser observado sob uma chave positiva ou negativa. O objetivo deste texto é questionar esta suposta neutralidade, atentando para os riscos inerentes a esta forma de representação, sugerindo conexões – axiológicas, porém não necessárias - entre populismo e cesarismo plebiscitário. Para isso, recorrer-se-á às contribuições de ChantalMouffe e do próprio Laclau, buscando em seu modelo agonístico um critério normativo capaz de salientar os limites da razão populista enquanto operador da luta hegemônica.

Biografia do Autor

Mayra Goulart da Silva, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
Doutora em Ciência Política pelo IESP/UERJ e Professora de Teoria Política e Política Internacional da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
Theófilo Codeço Machado Rodrigues, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Mestre em Ciência Política pela UFF, Doutorando em Ciências Sociais pela PUC-Rio.
Publicado
2015-12-16