/titia/ ou /tʃitʃia/? Evidências da psicolinguística e da fala infantil sobre o status fonológico das africadas [tʃ, dʒ]*

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.34019/1982-2243.2020.v24.30641

Resumen

O presente artigo busca evidências na aquisição da linguagem e na psicolinguística para contribuir à discussão sobre a natureza fonêmica ou alofônica das africadas [tʃ, dʒ], procurando investigar se esses segmentos fazem parte da representação fonológica de palavras como ‘titia’, ‘dinossauro’, ‘sorvete’. Para tanto, realizamos um experimento sobre priming fonológico; uma quantificação de frequência lexical em corpora adulto e infantil; e uma descrição longitudinal da aquisição das africadas no dialeto paulistano. Os dados apontam que [tʃ, dʒ] são representados como /t, d/ com base na variação originada pela morfologia flexional e derivacional - uma fonte de dados suficiente à generalização da regra de palatalização segundo o Princípio da Tolerância (YANG, 2018).

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Publicado

2020-09-11