Construção e validade de conteúdo da Escala Cognitiva de Ansiedade em adultos

  • Eliane Mary de Oliveira Falcone Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
  • Makilim Nunes Baptista Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Psicologia, Universidade São Francisco, Itatiba
  • Monique Gomes Placido Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
  • Stèphanie Krieger Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
  • Evlyn Rodrigues Oliveira Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
  • Juliana Franco Falcone Instituto de Psicologia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
  • Beatriz Ferreira Lopes Vieira Instituto de Psicologia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Resumo

O artigo apresenta a construção e avaliação das evidências de validade de conteúdo da Escala Cognitiva de Ansiedade (ECOGA), a partir de uma revisão narrativa sobre crenças cognitivas de ansiedade, em que foram identificados 17 descritores cognitivos da ansiedade clínica, classificados em quatro categorias. Tais descritores basearam a construção dos itens da escala, a qual foi avaliada quanto a sua clareza e adequação por oito juízes experientes no tema, e quanto a seu grau de compreensão por nove indivíduos com baixa escolaridade. Após essa avaliação, um item foi excluído e 11 modificados. A ECOGA, em sua versão piloto, contém 73 itens e sua estrutura fatorial ainda precisa ser conhecida para continuidade da busca de outras evidências de validade do instrumento.

Referências

Aguayo, L. V., Melero, F. H., & Lázaro, A. G. (2014).
An experimental analysis of obsessive-compulsive
checking as avoidance behaviour, Psicothema, 26(1),
10-16. doi: 10.7334/psicothema2013.11

American Educational Research Association [AERA],
American Psychological Association [APA], &
National Council on Measurement in Education
[NCME]. (2014). Standards for educational
and psychological testing, Washington: American
Educational Research Association.

American Psychiatric Association [APA]. (2014). DSM-
5: Manual diagnóstico e Estatístico de Transtornos
Mentais (5ª Ed.), Porto Alegre: Artmed.

Arjona, R. N., Ávila, A. G., Sanchíz, P. R., Lázaro,
A. G., & Alvarez, M. P. C. (2012) Propiedades
psicométricas de la versión española del Obsessive
Belief Questionnaire-Children Version (OBQ-CV)
en una muestra no clínica, Psicothema, 24(4), 674-
679. Recuperado de http://www.psicothema.com/
PDF/4071.pdf

Almeida, S. S., Zanatta, D. P., & Rezende, F. F. (2012).
Imagem corporal, ansiedade e depressão em pacientes
obesos submetidos à cirurgia bariátrica, Estudos
de Psicologia (Natal), 17(1), 153-160. doi: http://
dx.doi.org/10.1590/S1413-294X2012000100019

Baptista, M. N. & Soares, T. F. P. (no prelo). Revisão
Integrativa da Ansiedade em Adolescentes e
Instrumentos para Avaliação no SciELO, Avaliação
Psicológica.

Beck, A. T., & Alford, B. A. (2011). Depressão: Causas
e tratamento, Porto Alegre: Artmed.

Beck, A. T., Emery, G., & Greenberg, R. L. (1985).
Anxiety disorders and phobias: A cognitive perspective,
New York: Basic Books.

Beck, A. T., & Steer, R. A. (1990). Manual for the
Beck Anxiety Inventory, San Antonio: Psycological
Corporation.

Belloch, A., Morillo, C., Luciano, J. V., García-
Soriano, G., Cabedo, E., & Carrió, C. (2010).

Dysfunctional belief domains related to obsessivecompulsive
disorder: a further examination of their
dimensionality and specificity, The Spanish Journal
of Psychology, 13(1), 376-388. doi: http://dx.doi.
org/10.1017/S1138741600003930

Borsa, J. C., Damásio, B. F. & Bandeira, D. R. (2012).
Adaptação e validação de instrumentos psicológicos
entre culturas: algumas considerações, Paidéia
(Ribeirão Preto), 22(53), 423-432. doi:
10.1590/1982-43272253201314

Burato, K. R. S. S., Crippa, J. A. S., & Loureiro,
S. R. (2009). Validade e fidedignidade da escala
de comportamento de segurança na ansiedade
social, Revista de Psiquiatria Clínica, 36(5),
175-181. doi: http://dx.doi.org/10.1590/
S0101-60832009000500001

Caballo, V. E., Salazar, I. C., Irurtia, M. J., Arias, B.,
& Guillén, J. L. (2010). Relaciones entre ansiedad
social y rasgos, estilos y trastornos de la personalidad,
Behavioral Psychology/Psicología Conductual, 18(2),
259-276. Recuperado de http://www.thefreelibrary.
com/Relaciones + entre+ansiedad+social+y+rasgos,+
estilos+y+trastornos+de+la...-a0314254302

Caglar, E., Bilgili, N., Karaca, A., Ayaz, S., & Aşçi, F. H.
(2010). The psychological characteristics and health
related behavior of adolescents: the possible roles
of social physique anxiety and gender, The Spanish
Journal of Psychology, 13(2), 741-750. doi: http://
dx.doi.org/10.1017/S1138741600002407

Carneiro, A. M., & Baptista, M. N. (2016). Escala de
Pensamentos Depressivos, São Paulo: Editora Cetepp
- Hogrefe.

Castillo, C., Macrini, L., Cheniaux, E., & Landeira-
Fernandez, J. (2010). Psychometric properties
and latent structure of the Portuguese Version of the Penn State Worry Questionnaire, The Spanish
Journal of Psychology, 13(1), 431-443. doi: dx.doi.
org/10.1017/S113874160000398X

Chen, I, & Chang, C. (2009). Cognitive load
theory: an empirical study of anxiety and task
performance in language learning, Eletronic Journal
of Research in Educational Psychology, 7(2), 729-746.
Recuperado de http://repositorio.ual.es:8080/jspui/
bitstream/10835/785/1/Art_18_348b.pdf

Clark, D.A., & Beck, A.T. (2012). Terapia cognitiva para
os transtornos de ansiedade, Porto Alegre: Artmed.
Cohen, R. J., Swerdlik, M. E., & Sturman, E. D.
(2014). Testagem e avaliação psicológica. Porto Alegre:
Artmed.

Connor, K.M., Davidson, J. R. T., Churchill, L. E.,
Sherwood, A., Weisler, R. H., & Foa, E. (2000).
Psychometric properties of the Social Phobia
Inventory (SPIN): New self-rating scale, The British
Journal of Psychiatry, 176(4), 379-386. doi: 10.1192/
bjp.176.4.379

Craske, M. G., & Barlow, D. H. (1999). Transtorno do
pânico e agorafobia. In D. H. Barlow (Org.). Manual
clínico dos transtornos psicológicos (pp. 13-74), Porto
Alegre: Artmed.

Damásio, B. F. (2012). Uso da análise fatorial
exploratória em psicologia, Avaliação
Psicológica, 11(2), 213-228. Recuperado de
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_
arttext&pid=S1677-04712012000200007&lng=p
t&tlng=pt.

DeSousa, D. A., Moreno, A. L., Gauer, G., Manfro,
G. G., & Koller, S. H. (2013). Revisão sistemática
de instrumentos para avaliação de ansiedade na
população brasileira, Avaliação Psicológica, 12(3),
397-410. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/
pdf/avp/v12n3/v12n3a15.pdf

Dobson, D., & Dobson, K. S. (2010) A terapia cognitivocomportamental
baseada em evidências. Porto Alegre:
Artmed.

Fernandes, M. G., Vasconcelos-Raposo, J., & Fernandes,
H. M. (2012). Relação entre orientações motivacionais,
ansiedade e autoconfiança, e bem-estar subjetivo
em atletas brasileiros, Motricidade, 8(3), 4-18. doi:
dx.doi.org/10.6063/motricidade.8(3).1152

García-Fernández, J. M., Inglés, C. J., Marzo, J. C., &
Martínez-Monteagudo, M. C. (2014). Psychometric
properties of the School Anxiety Inventory- Short
Version in spanish secondary education students,
Psicothema, 26(2), 286-292. doi: 10.7334/
psicothema2013.288

Gnatta, J. R., Piazon, P. P., Lopes, C. L. B., Rogensky,
N. M. B., & Silva, M. J. P. (2014). Aromatherapy
with ylang ylang for anxiety and self-esteem: a pilot,
Revista da Escola de Enfermagem da USP, 48(3),
492-499. doi: http://dx.doi.org/10.1590/
S0080-623420140000300015

Gomes, D. A. G. (2014). Construção da Escala
Cognitiva e Comportamental de Ansiedade Social
(ECCAS). Dissertação de Mestrado. Universidade
Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora.

González, M., Ibáñez, I., Rovella, A., López, M, &
Padilla, L. (2013). Perfeccionismo e intolerancia
a la incertidumbre: relaciones con variables
psicopatológicas, Behavioral Psychology/Psicología
Conductual, 21(1), 81-101. Recuperado de
http://www.funveca.org/revista/pedidos/product.
php?id_product=583

González-Díez, Z., Sola, I. O., Zumalde, E. C., &
Riskind, J. H. (2014). Psychometric properties of
the Looming Maladaptative Style Questionnaire
(LMSQ-R) in young spanish adults, Psicothema,
26(2), 260-266. doi: 10.7334/psicothema2013.206

Gullich, I., Ramos, A. B., Zan, T. R. A., Scherer, C., &
Mendoza-Sassi, R. A. (2013). Prevalência de ansiedade
em pacientes internados num hospital universitário
do sul do Brasil e fatores associados, Revista Brasileira
de Epidemiologia, 16(3), 644-657. doi: http://dx.doi.
org/10.1590/S1415-790X2013000300009

King, A. L. S., Valença, A. M., Simões Neto, J. P., Nardi,
A. E., & Silva, A. C. O. (2012). Subtipo respiratório
versus não respiratório no transtorno de pânico
com agorafobia: avaliação com terapia cognitivocomportamental,
Psicologia: Reflexão e Crítica,
25(1), 41-47. doi: http://dx.doi.org/10.1590/
S0102-79722012000100006

Kohlsdorf, M., & Costa Junior, A. L. (2011). Coping
strategies and caregiver’s anxiety in pediatric
oncohematology. Psicologia: Reflexão e Crítica, 24(2),
272-280. doi: http://dx.doi.org/10.1590/
S0102-79722011000200008

Lami, M. J., Martínez, M. P., Miró, E., &
Sánchez, A. I. (2013). Versión española de la
“Escala de Catastrofización del Dolor”: estúdio
psicométrico em mujeres sanas, Behavioral
Psychology/Psicología Conductual, 21(1), 137-156.
Recuperado de https://www.researchgate.net/
publication/261695709_Version_espanola_de_la_
Escala_de_Catastrofizacion_del_Dolor_estudios_
psicometrico_en_mujeres_sanas

Loricchio, T. M. B., & Leite, J. R. (2012). Estresse,
ansiedade, crenças de autoeficácia e o desempenho
dos bacharéis em Direito, Avaliação Psicológica, 11(1), 37-47. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.
org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-
0 4 7 1 2 0 1 2 0 0 0 1 0 0 0 0 5&l n g = p t&t l n g
=pt.

Meyer, T. J., Miller, M. L., Metzger, R. L., & Borkovec, T. D.
(1990). Development and validation of the Penn State
Worry Questionnaire, Behaviour Research and Therapy,
28(6), 487-495. doi:10.1016/0005-7967(90)90135-6

Oliver, A., Sancho, P., Galiana, L., & Iranzo, M. A. C.
(2014). Nueva evidencia sobre la Statistical Anxiety
Scale (SAS), Anales de Psicología, 30(1), 150-156. doi:
http://dx.doi.org/10.6018/analesps.30.1.151341

Onyeizugbo, E. (2010). Self-efficacy, gender and trait
anxiety as moderators of test anxiety/Auto-eficacia,
sexo y rasgo de ansiedad como moderadores de
la ansiedad ante examenes, Eletronic Journal of
Research in Educational Psychology, 8(1), 299-
312. Recuperado de http://www.redalyc.org/
html/2931/293121995014/

Osma, J., García-Palacios, A, Botella, C., Barrada, J.
R. (2014). Personality disorders among patients
with panic disorder and individuals with high
anxiety sensitivity, Psicothema, 26(2), 159-165.
doi: 10.7334/psicothema2013.248

Osório, F. L., Crippa, J. A. S., & Loureiro, S. R. (2012).
Aspectos cognitivos do falar em público: validação
de uma escala de autoavaliação para universitários
brasileiros, Revista de Psiquiatria Clínica,
39(2), 48-53. doi: http://dx.doi.org/10.1590/
S0101-60832012000200002

Primi, R. (2010). Avaliação psicológica no Brasil:
fundamentos, situação atual e direções para o
futuro, Psicologia: Teoria e Pesquisa, 26(SPE),
25-35. doi: http://dx.doi.org/10.1590/
S0102-37722010000500003

Rodrigues, A. D., Lázaro, J. P., Fernandes, H. M., &
Vasconcelos-Raposo, J. (2009). Caracterização dos
níveis de negativismo, activação, autoconfiança e
orientações motivacionais de alpinistas, Motricidade,
5(2), 63-86. Recuperado de http://www.
revistamotricidade.com/arquivo/2009_vol5_n2/
v5n2a06.pdf

Rodríguez-Biglieri, R., & Vetere, G. L. (2011).
Psychometric characteristics of the Penn State
Worry Questionnaire in na argentinean sample:
a cross-cultural contibution, The Spanish Journal
of Psychology, 14(1), 452-463. doi: 10.5209/rev_
SJOP.2011.v14.n1.41

Spielberger, C. D., Gorsuch, R. L., Lushene, R., Vagg,
P. R., & Jacobs, G. A. (1983). Manual for the State-
Trait Anxiety Inventory. Palo Alto: Consulting
Psychologists Press.

Teodoro, M. L. M., Froeseler, M. V. G., Almeida, V.
M. & Ohno, P. M. (2015). Inventário da Tríade
Cognitiva para Crianças e Adolescentes: adaptação
e propriedades psicométricas, Avaliação Psicológica,
14(1), 63-72. doi: 10.15689/ap.2015.1401.07

Vergara, K. A., Cárdenas, S. D., & Martínez, F.
G. (2013). Síntomas de depresión, ansiedad y
estrés en estudiantes de odontología: prevalencia
y factores relacionados, Revista Colombiana
de Psiquiatría, 42(2), 173-181. doi: 10.1016/
S0034-7450(13)70004-0

Weber, F. S. (2010). A influência da atividade lúdica
sobre a ansiedade da criança durante o período préoperatório
no centro cirúrgico ambulatorial, Jornal
de Pediatria, 86(3), 209-214. doi: 10.1590/
S0021-75572010000300008

Wenzel, A., Sharp, I.R., Brown, G.K., Greenberg, R.L.
& Beck, A. (2006). Disfunctional beliefs in panic
disorder: The Panic Belief Inventory, Behaviour
Research and Therapy, 44(6), 819–833. doi: 10.1016/j.
brat.2005.06.001
Publicado
2016-12-21
Seção
Artigos