Qual é o lócus de Deus: no túmulo ou no homem? A religião à luz da fenomenologia ou ontologia hermenêutica heideggeriana.
DOI:
https://doi.org/10.34019/2236-6296.2014.v17.21933Palavras-chave:
fenomenologia hermenêutica, experiência de vida fática, niilismo, “morte de Deus”.Resumo
Objetiva-se neste trabalho investigar a pergunta sobre o lugar da presença de Deus à luz da fenomenologia ontológica hermenêutica de Martin Heidegger. Justifica-se este objetivo duas motivações. A primeira corresponde ao retorno da religião após a crítica da modernidade e a profecia acerca de seu término. A religião não morreu e a questão de Deus continua presente na cultura pós-moderna. A segunda refere-se à análise heideggeriana da religião que perpassa o tema da experiência religiosa em sua condição de experiência fática de vida e a sentença da “morte Deus” decreta por Nietzsche, exigindo uma nova hermenêutica de conotação fenomenológico-ontológica. Para atingir esse objetivo, apresentar-se-á o conceito de fenomenologia hermenêutica e sua aplicação no livro X das Confissões de Santo Agostinho e se fará análise ontológico-hermenêutica a partir do fragmento 125 de A Gaia Ciência de Friedrich Nietzsche e da concepção de Ereignis – acontecimento-apropriação –. Concluir-se-á que a religião não prescinde da experiência de vida e que a questão de Deus requer uma nova interpretação da manifestação do ser que se dá ao homem, exigindo um “ateísmo hermenêutico” que possibilite filosoficamente redescobrir o lócus de Deus no próprio homem.Downloads
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