Emigração e subversão da ordem: : o exercício do ‘direito de fuga’ no Estado Novo português
Publicado 2026-09-16
Palabras clave
- Salazarismo.,
- Emigración,
- Políticas emigratorias
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Derechos de autor 2026 Marina Simões Galvanese

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Resumen
Este artículo analiza un fenómeno a menudo descuidado por la historiografía sobre la Revolución de los Claveles y la caída de la dictadura portuguesa: la emigración. Lejos de ser una novedad inaugurada durante el Estado Novo, la salida de portugueses hacia países extranjeros alcanzó niveles sin precedentes en las décadas de 1960 y 1970. Miles de personas abandonaron el país en desafío a la legislación vigente, exponiendo así de manera abierta las paradojas del régimen, así como su descontento con las condiciones de vida en Portugal y con la continuación de la guerra en las colonias africanas. Las estrategias previamente implementadas para contener a estos emigrantes perturbadores e inconvenientes ya no fueron suficientes para frenar un éxodo que subvirtió el orden salazarista y se transformó en un movimiento social, contribuyendo a la erosión de un régimen caduco. A partir de las reflexiones de Pierre Bourdieu y Abdelmalek Sayad sobre las incomodidades provocadas por los migrantes, así como de la noción de “derecho de fuga” desarrollada por Sandro Mezzadra, este artículo se propone (i) examinar cómo el régimen salazarista percibió a los emigrantes en función de los problemas que planteaban; (ii) analizar cómo las autoridades portuguesas intentaron minimizar las incomodidades provocadas por la emigración; (iii) explorar de qué manera estos individuos rechazaron el lugar que el régimen les reservaba; y (iv) observar el movimiento social constituido por la emigración, que dejó al descubierto las paradojas del Estado Novo. El artículo se basa en fuentes producidas por y dentro del propio régimen, recopiladas en el Archivo Nacional de Torre do Tombo, el Archivo Histórico Diplomático y la Biblioteca Nacional de Portugal.
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Citas
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