Palmiers et bosquets:

contrastes de verticalité et de voluptés rampantes dans le paysage culturel brésilien

Autores/as

  • Gilberto Cézar de Noronha Universidade Federal de Uberlândia
  • Jakeline Fernandes Cunha Colégio Ann Mackenzie

Palabras clave:

Paysage culturel du Brésil, Palmier, Bosquet

Resumen

Ce texte vise à analyser de manière critique la construction narrative du paysage culturel brésilien à travers deux éléments récurrents dans sa composition, les palmiers et les arbres, tissés par la littérature, les arts plastiques, l’architecture et l’histoire. Des récits qui insistent pour saisir le paysage géographique, social et culturel brésilien à travers les contrastes et les ambivalences de la « ligne droite, dure, inflexible » et de la « courbe libre et sensuelle » : des contrastes qui suggèrent non seulement des choix esthétiques, mais aussi des projets politiques et idéologiques d’aménagement territorial et de construction identitaire nationale. Pour ce faire, nous explorons l’univers symbolique de la construction du paysage : une forme historique qui suppose des processus d’identification, de découpages, de cadrages et de (re)groupements d’éléments naturels et culturels en tant que champ de disputes narratives et territoriales, où s’inscrivent mémoires, oublis volontaires et involontaires, connivences et résistances.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Gilberto Cézar de Noronha, Universidade Federal de Uberlândia

Gilberto Cézar de Noronha é Doutor em História Social com estágio na École des Hautes Études en Sciences Sociales – EHESS. Professor nos cursos de graduação e pós-graduação (PPGHI e Profhistória) do Instituto de História da Universidade Federal de Uberlândia. Dentre suas publicações mais relevantes destacam-se Joaquina do Pompéu: Tramas de memórias e histórias nos sertões do São Francisco (Edufu, 2007), Da forma à ação Inclusiva: Curso de formação de professores para atuar em Salas de Recursos Multifuncionais (Paco Editorial, 2016), A Congada e a Estrela: Centenário da festa de Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Efigênia (1920-2020). Coorganizador de Imaginários, Poderes e Saberes: História Medieval e Moderna em Debate (Paco Editorial, 2018), O golpe de 2016 e a corrosão da democracia no Brasil (Paco Editorial, 2019) e  Na terceira margem: teorias, metodologias e sensibilidades no Ensino de História (Oikos, 2022). Coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em História Política (NEPHISPO/Inhis /UFU) e vice-líder do Grupo Memórias (CNPQ-Unimontes).

Jakeline Fernandes Cunha, Colégio Ann Mackenzie

A graduação, em Letras, foi realizada na Universidade Federal de Uberlândia (UFU- 2004), o mestrado em Letras (USP-2010) e doutorado sanduíche (USP- 2016), ambos no Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo. Essas pesquisas foram realizadas em obras capitais de Mário de Andrade, em "Macunaíma" e no diário de viagem "O Turista Aprendiz", em torno do conceito da Paisagem. Atualmente é professora no ensino particular de Uberlândia (MG), mais particularmente, no Colégio Monteiro Lobato. Possui experiência na área de Letras, com ênfase em Literatura Brasileira e Teoria Literária, atuando nos seguintes temas: Modernismo brasileiro, Mário de Andrade, Diário de viagem, Paisagem, Viajantes para a Amazônia. Faz parte da equipe de trabalho do Grupo de Pesquisa POEIMA (UFU) e atua como parceira externa do Clube de Leitura (ESEBA): ler mulheres negras

Citas

Albuquerque Júnior, Durval Muniz de. 2009. A invenção do Nordeste e outras artes. 4ª ed. Recife: FJN; Massangana; São Paulo: Cortez.

Alencar, José de. 1865. Iracema. São Paulo: Martins.

Alencar, José de. 2002. O guarani. São Paulo: Paulus.

Amaral, Amadeu. 1920. Letras floridas. Rio de Janeiro: Leite Ribeiro & Maurillo.

Amaral, Tarsila do. 1925. O pescador. Óleo sobre tela, 66 × 75 cm. Museu Hermitage, São Petersburgo.

Amaral, Tarsila do. 1925. Palmeiras. Óleo sobre tela, 86 × 73,5 cm. Coleção Particular. Reproduzido em Fundação Finambrás, Tarsila do Amaral, Projeto Cultural Artistas do Mercosul (Buenos Aires: Fundação Finambrás, [s.d.]), 46.

Andrade, Carlos Drummond de. 2017. Boitempo: menino antigo. São Paulo: Companhia das Letras.

Andrade, Mário de. 1997. Macunaíma. Edição crítica de Telê Porto Ancona Lopez. Coleção Archivos. Madrid; São Paulo: Allca; Scipione Cultural.

Andrade, Mário de. 2015. O turista aprendiz. Edição de texto apurado, anotada e acrescida de documentos por Telê Ancona Lopez, Tatiana Longo Figueiredo; Leandro Raniero Fernandes, colaborador. Brasília: Iphan.

Andrade, Oswald de. 1990. "Longo da linha." In Pau-Brasil. Rio de Janeiro: Globo; Secretaria de Estado da Cultura.

Aranha, Graça. 1959. Canaã. Rio de Janeiro: F. Briguiet.

Arquivo IEB-USP. [s.d.]. Fundo Mário de Andrade. Série Fotografias.

Azevedo, Aluísio de. 1974. O cortiço. São Paulo: Martins.

Bandeira, Manuel. 1998. "Segunda canção do beco." In Viver, aprender: educação de jovens e adultos 1, módulos 3 e 4. São Paulo: Global.

Barata, Mário. 1983. "Século XIX: transição e início do século XX." In História geral da arte no Brasil, organizado por Walter Zanini, 1:377-451. São Paulo: Instituto Walther Moreira Salles.

Barreto, Lima. (1915) 1993. Triste Fim de Policarpo Quaresma. 17ª ed. Série Bom Livro. São Paulo: Ática.

Boaventura [São Boaventura]. 2005. "Redução das ciências à teologia." In Filosofia medieval: textos, organizado por Luis Alberto de Boni, 210-211. 2ª ed. Porto Alegre: EdipucRS.

Bosi, Alfredo. 1992. "Um mito sacrificial: o indianismo de Alencar." In Dialética da colonização. São Paulo: Companhia das Letras.

Calovi, Ricardo. 2009. "Colunatas vegetais: palmeiras e a cenografia urbana em Porto Alegre." Dissertação de mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Caminha, Pero Vaz de. 2003. A carta de Pero Vaz de Caminha. Organizado por Sílvio Castro. Porto Alegre: L&PM.

Caminha, Pêro Vaz de. Carta de Pêro Vaz de Caminha: Transcrição. 1 de maio de 1500. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Acesso em 13 de setembro de 2025. https://antt.dglab.gov.pt/wp-content/uploads/sites/17/2010/11/Carta-de-Pero-Vaz-de-Caminha-transcricao.pdf.

Candido, Antonio. 1965. Literatura e sociedade. São Paulo: Companhia Editora Nacional.

Carpentier, Alejo. 2009. O reino deste mundo. São Paulo: Martins Fontes.

Cascudo, Luís da Câmara. 1967. História da alimentação no Brasil. Vol. 1, Cardápio indígena, dieta africana, ementa portuguesa. São Paulo: Companhia Editora Nacional.

Coli, Jorge. 1998. A descoberta do homem e do mundo. São Paulo: Companhia das Letras.

Collot, Michel. 2006. “O Outro no Mesmo.” Alea: Estudos Neolatinos 8 (1): 29–38. https://doi.org/10.1590/S1517-106X2006000100003.

Collot, Michel. 2010. "Do horizonte da paisagem ao horizonte dos poetas." Traduzido por Eva Nunes Chatel. In Literatura e paisagem: perspectivas e diálogos, organizado por Ida F. Alves e Marcia M. Feitosa. Niterói: Editora da UFF.

Cunha, Jakeline Fernandes. 2016. "Mário de Andrade, paisagista em O turista aprendiz." Tese de doutorado, Universidade de São Paulo. http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-09082016-095734/.

Cunha, Jakeline. 2022. "Os cajueiros: a paisagem-horizonte de Macunaíma." Cerrados 31, no. 60: 74-88. https://doi.org/10.26512/cerrados.v31i60.43210.

Facchinetti, Nicola Antonio. 1884. Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro. Óleo sobre madeira, 22,7 × 65 cm. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.

Fanjul, Sergio C. 2020. "Si hay palmera, es casa indiana." El Viajero, 3 de novembro. https://elpais.com/elviajero/2020/10/29/actualidad/1603965636_187298.html.

Figueiredo, Carmem Lúcia Negreiros. 2010. “Paisagem em três lições.” In Literatura e paisagem: perspectivas e diálogos, organizado por Ida Alves Ferreira e Márcia M. M. Feitosa, 45. Niterói: Editora da UFF.

Filgueiras, Tarciso S., and Ariane Luna Peixoto. “Flora e Vegetação do Brasil na Carta de Caminha.” Acta Botanica Brasilica 16, no. 3 (julho de 2002): 263–72. https://doi.org/10.1590/S0102-33062002000300003.

Freyre, Gilberto. 1977. "O caju, o Brasil e o homem." Nota preliminar para o projeto "Estudo do Caju". Projeto História da Ciência e da Tecnologia no Brasil. Acervo CNRC, Arquivo Central do Iphan, seção Brasília, Recife.

Freyre, Gilberto. 1995. Casa-grande e senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 30ª ed. Rio de Janeiro: Record.

Harper, Douglas. “Palma.” Online Etymology Dictionary. Acesso em 13 de setembro de 2025. https://www.etymonline.com/search?q=palma.

Holanda, Sérgio Buarque de. 1969. Visão do Paraíso: Os Motivos Edênicos no Descobrimento e Colonização do Brasil. 2ª ed. rev. e amp. São Paulo: Nacional; Edusp.

Houaiss, Antonio, Mauro Villar, e Francisco Manoel de Mello Franco. 2009. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia.

Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. 2008. Jardim Botânico do Rio de Janeiro: 1808-2008. Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Lopez, Telê Ancona. 1996. "A bagagem poética do turista aprendiz." In Mariodeandradiando. São Paulo: Hucitec.

Meirelles, Victor. 1860. A primeira missa no Brasil. Óleo sobre tela, 268 × 356 cm. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.

Melo Neto, João Cabral de. 1985. Agrestes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

Mendes, Murilo. 1994. Poesia completa e prosa. Organização, preparação do texto e notas de Luciana Stegagno Picchio. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.

Mota, Mauro. 1982. O cajueiro nordestino. Recife: Fundação de Cultura Cidade do Recife.

Niemeyer, Oscar. 2000. As Curvas do Tempo: As Memórias de Oscar Niemeyer. Londres: Phaidon.

Niemeyer, Oscar. 2009. "Curva." DF Letras: A Revista Cultural de Brasília 6: 73.

Oliveira, Alberto de. 1895. Versos e Rimas. Rio de Janeiro: Typ. L’Étoile du Sud.

Oliveira, Thiago Trindade. 2022. "A palmeira como legitimadora de espaços: do colonialismo ao excesso imagético, da política até a frente da sua casa." Dissertação de mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Prado, Paulo. 1997. Retrato do Brasil: ensaio sobre a tristeza brasileira. Organizado por Carlos Augusto Calil. São Paulo: Companhia das Letras.

Proença, M. Cavalcanti. 1990. "A bagaceira (ensaio)." In A bagaceira. São Paulo: Círculo do Livro.

Rugendas, Johann Moritz. 1830. Paisagem na selva tropical brasileira. Óleo sobre tela, 62 x 49,5 cm. Acervo Staatliche Schlösser und Gärten, Potsdam. http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra2988/paisagem-na-selva-tropical-brasileira.

Sampaio, Teodoro. 1987. O tupi na geografia nacional. Introdução e notas de Frederico G. Edelweiss. 5ª ed. São Paulo: Editora Nacional; Brasília: INL. Coleção Brasiliana, v. 380.

Santos, Milton. 2002. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Hucitec.

Schama, Simon. 2010. O poder da arte. Traduzido por Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras.

Schwarcz, Lilia Moritz. 1998. As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras

Schwarcz, Lilia Moritz. 2008. O sol do Brasil: Nicolas-Antoine Taunay e as desventuras dos artistas franceses na corte de D. João. São Paulo: Companhia das Letras.

Schwarz, Roberto. 1987. Que horas são? São Paulo: Companhia das Letras.

Silva, José Bonifácio de Andrada e. 1946. Poesias de Américo Elísio. Vol. 1 de Obras de José Bonifácio de Andrada e Silva. Rio de Janeiro: INL.

Simmel, Georg. 1996. “A filosofia da paisagem”. Política e Trabalho, Universidade Federal da Paraíba, 12.

Simmel, Georg. 2006. “Philosophie du paysage”. In La tragédie de la culture et autres essais. Paris: Rivages Poche.

Simmel, Georg. 2009. "A Filosofia da Paisagem." Traduzido por Artur Morão. Textos Clássicos de Filosofia. Covilhã: Universidade da Beira Interior.

Taunay, Visconde de. 1991. Inocência. 19ª ed. São Paulo: Ática.

Trivellato, Fred Teixeira. 2009. "O Brasil das pinturas e fotografias de viajantes: geografias, narrativas e imagens do Brasil." Revista História da Arte e Arqueologia, no. 10: 7.

Valtierra Lacalle, Ana. 2017. "La palmera y la palma: adaptación medieval de una antigua iconografía." Revista Digital de Iconografía Medieval 9, no. 17: 105-124.

Van Gogh, Vincent. 1890. Raízes e troncos de árvores. Óleo sobre tela, 50 x 100 cm. F816, JH2113. Rijksmuseum Vincent Van Gogh Foundation, Amsterdã.

Vargas-Zamora, J. A., e J. Gómez-Laurito. 2015. "Palmeras, palmas y mirtos en monedas de Costa Rica (1825-1951)." Lankesteriana International Journal on Orchidology 6, no. 2: 65-71. https://doi.org/10.15517/LANK.V6I2.19707.

Publicado

2026-02-04

Cómo citar

(1)
Cézar de Noronha, G.; Fernandes Cunha, J. Palmiers Et Bosquets: : Contrastes De Verticalité Et De voluptés Rampantes Dans Le Paysage Culturel brésilien. FDC 2026, 12, 43-71.