Paisagens da favela

Memória e esquecimento sob o olhar de Carolina Maria de Jesus

Autores

  • Thiago Oliveira de Sá Oliveira de Sá Universidade Estadual de Santa Cruz
  • Samene Batista Pereira Santana Universidade Estadual de Santa Cruz

DOI:

https://doi.org/10.34019/2359-4489.2026.v13.50217

Palavras-chave:

Favela, Paisagem, Memória

Resumo

Este artigo analisa Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960), de Carolina Maria de Jesus, articulando raça, classe, gênero e território na paisagem da favela do Canindé, em São Paulo. Sua escrita expõe a desigual organização da cidade, que relega a favela ao “fundo de quintal” urbano. O problema de pesquisa consiste em compreender como a favela é narrada como espaço de memória e esquecimento. A hipótese é que Carolina tensiona a memória coletiva ao inscrever, sob os marcadores de raça, gênero e classe, uma contra-narrativa ao cânone literário. O objetivo é analisar a favela como território simbólico atravessado por disputas de poder e apagamentos. A metodologia é qualitativa, crítico-interpretativa, com base em análise bibliográfica. O estudo evidencia o esquecimento histórico imposto à autora e propõe pensar a paisagem urbana como campo de luta por justiça social e territorial.

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Biografia do Autor

Samene Batista Pereira Santana , Universidade Estadual de Santa Cruz

Pós  doutorado  ( Centre  for  Human  Rights  Research) Reggio  Calabria,  Italy. Doutora  pelo  programa  de  pós-graduação em Memória, Linguagem e Sociedade na UESB. Mestre pelo mesmo programa. Professora na UESC.

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Publicado

2026-08-19

Como Citar

(1)
Oliveira de Sá, T. O. de S. .; Santana , S. B. P. . Paisagens Da Favela: Memória E Esquecimento Sob O Olhar De Carolina Maria De Jesus. FDC 2026, 13, 78-107.