Abundância e liberdade

A caça Kaingang nas matas do Paraná (Séc. XIX)

Autores

  • André Voitechen Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Câmpus de Assis

DOI:

https://doi.org/10.34019/2359-4489.2026.v13.50051

Palavras-chave:

Kaingang; Caça; Séc. XIX

Resumo

Com a emancipação do Paraná em 1853, a política de aldeamentos avança no território. Tal medida pretendeu reduzir a população indígena a fim de expropriar suas terras e projetar um processo civilizatório por meio do trabalho. Diante desse contexto vemos instaurar-se um campo de disputa pelo espaço. De um lado, temos a perspectiva colonialista, que entende o meio ambiente enquanto conjunto de recursos a serem explorados. Do outro lado, há um mundo indígena em que fauna, flora, rios e montanhas compõem uma paisagem multiespécie. Essa última visão é a que desejamos destacar neste trabalho. Como recorte, procuramos compreender a etnia Kaingang e seu convívio no aldeamento São Jerônimo, fundado em 1859. Para essa etnia, argumentamos que a caça aparece como prática fundamental na sociabilidade com outros seres. Por meio desse entendimento, investigamos como se desenvolveu a construção de uma paisagem Kaingang fora dos aldeamentos.

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Publicado

2026-08-19

Como Citar

(1)
Voitechen, A. Abundância E Liberdade: A caça Kaingang Nas Matas Do Paraná (Séc. XIX). FDC 2026, 13, 163-190.