El amalgama crítico entre el Marxismo Feminista y la Teoría de la Reproducción Social

reflexiones sobre la condición de las mujeres con discapacidad en Brasil

Autores/as

  • Angélica Ferreira de Freitas Universidade Federal de Jataí - UFJ
  • Helga Maria Martins de Paula

DOI:

https://doi.org/10.34019/1981-2140.2025.51428

Palabras clave:

Marxismo feminista, Teoría de la reproducción social, Mujeres con discapacidad, Capitalismo, Capacitismo

Resumen

El artículo analiza críticamente la condición de las mujeres con discapacidad en Brasil a partir de las contribuciones del Marxismo Feminista articuladas con la Teoría de la Reproducción Social (TRS). El objeto de la investigación consiste en comprender cómo el capitalismo, el patriarcado y el capacitismo se entrelazan en la producción de desigualdades estructurales que afectan de manera específica la realidad del binomio género y discapacidad. Se parte de la comprensión de que la consolidación histórica del capitalismo en Brasil ocurrió bajo condiciones profundamente desiguales para las mujeres, marcadas tanto por la desvalorización de sus capacidades como por la marginación en las esferas centrales de la producción, lo que, articulado con la discapacidad, hace que estos cuerpos sean aún más violentados. En estos términos, el objetivo del trabajo es demostrar que estas desigualdades, cuando están atravesadas por la discapacidad, resultan en formas agravadas de exclusión. Sumándose a los análisis desarrollados por la TRS, se sostiene que, aunque el capitalismo concentre su control en la esfera productiva, depende estructuralmente del trabajo reproductivo, realizado mayoritariamente por mujeres, cuyo tiempo y esfuerzo están condicionados por las exigencias de la producción, aunque no totalmente controlados por ella. Metodológicamente, el artículo se basa en un enfoque teórico-crítico de la realidad en cuestión, sustentado en una rigurosa revisión bibliográfica, dialogando con los campos a los que se propone. Se concluye que, para comprender la posición estructural de las mujeres con discapacidad, es necesario entender la realidad brasileña a partir de las herencias históricas patriarcales, evidenciando de qué manera el capitalismo oprime aún más sus vivencias frente a sus derechos y la necesidad urgente de encontrar modos de emancipación colectiva a partir de las contribuciones marxistas generificadas, pues, si existe un camino posible, este se inicia en la crítica.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

ARRUZZA, Cinzia; BHATTACHARYA, Tithi; FRASER, Nancy. Feminismo para os 99%: um manifesto. Tradução: Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2019.

ARRUZZA, Cinzia; BHATTACHARYA, Tithi. Teoría de la Reproducción Social. Elementos fundamentales para un feminismo marxista. Archivos de historia del movimiento obrero y la izquierda, n. 16, p. 37-69, 2020.

BHATTACHARYA, Tithi. Teoria da reprodução social: Remapear a classe, recentralizar a opressão. São Paulo: Elefante, 2023.

BRASIL DE FATO. Dupla jornada atinge 83% das mulheres; quase metade sem ajuda de parceiros, revela pesquisa. Brasil de Fato, 9 mar. 2024. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2024/03/09/dupla-jornada-atinge-83-das-mulheres-quase-metade-sem-ajuda-de-parceiros-revela-pesquisa. Acesso em: 13 abr. 2025.

BRASIL DE FATO. Brasil é o país com mais milionários da América Latina e o mais desigual entre 56 países, diz relatório do banco suíço UBS. Curitiba (PR), 19 jun. 2025. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/06/19/brasil-e-o-pais-com-mais-milionarios-da-america-latina-e-o-mais-desigual-entre-56-paises-diz-relatorio-do-banco-suico-ubs/. Acesso em: 17 jan. 2026.

CÂMARA DOS DEPUTADOS. Mulheres com deficiência são as maiores vítimas de violações de direitos, apontam especialistas. Portal da Câmara dos Deputados, 19 dez. 2023. Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/1027933-mulheres-com-deficiencia-sao-as-maiores-vitimas-de-violacoes-de-direitos,-apontam-especialistas. Acesso em: 23 fev. 2025.

CISNE, Mirla. Marxismo: uma teoria indispensável à luta feminista. Revista Katálysis, Florianópolis, v. 19, n. 3, p. 389-398, 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sssoc/a/kHzqt9vwyWmMyFd6hZjDmZK/. Acesso em: 10 jan. 2025.

DINIZ, Debora. O que é deficiência? São Paulo: Brasiliense, 2007.

ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. Tradução de Nélio Schneider. São Paulo: Boitempo, 2019.

FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa: ensaio de interpretação sociológica. Editora Contracorrente, 2020.

FRASER, Nancy. Capitalismo canibal: como nosso sistema está devorando a democracia, o cuidado e o planeta e o que podemos fazer a respeito disso. São Paulo: Autonomia Literária, 2024.

IASI, Mauro Luis. Cinco teses sobre a formação social brasileira: notas de estudo guiadas pelo pessimismo da razão e uma conclusão animada pelo otimismo da prática. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, n. 136, p. 413-430, set./dez. 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sssoc/a/bwh6wBvg87WnLx35Z8wPVvr/. Acesso em: 20 dez. 2025.

INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA (IPEA). Atlas da violência 2025. Coordenação de Daniel Cerqueira e Samira Bueno. Brasília: IPEA; Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 2025. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/publicacoes. Acesso em: 15 jan. 2026.

LUIZ, Karla Garcia. Deficiência pela perspectiva dos direitos humanos: resgate histórico. In: COLETIVO FEMINISTA HELEN KELLER. Guia “Mulheres com Deficiência: garantia de direitos para exercício da cidadania”. Organização: Carolini Constantino; Karla Garcia Luiz; Laureane Marília de Lima Costa; Thaís Becker Henriques Silveira; Vitória Bernardes. São Paulo, 2020. p. 18–26. Disponível em: https://ponte.org/wp-content/uploads/2021/02/Guia-Feminista-Helen-Keller.pdf. Acesso em: 27 dez. 2025.

LUKÁCS, Georg. O que é marxismo ortodoxo. In: LUKÁCS, Georg. Tática y ética: escritos tempranos. Buenos Aires: El Cielo por Asalto, 2005.

GESSER, Marivete; COSTA, Laureane Marília de Lima; LUIZ, Karla Garcia. O encontro com os estudos feministas da deficiência e a produção de narrativas insurgentes. Revista Psicologia Política, v. 24, e24515, 2024. ISSN 2175-1390. Disponível em: https://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-549X2024000100717. Acesso em: 27 dez. 2025.

MARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos. Tradução de Jesus Ranieri. São Paulo: Boitempo, 2004.

MELLO, Anahí de. Corpos (in)capazes. Jacobin Brasil, seção Análise – Saúde, 12 fev. 2021. Disponível em: https://jacobin.com.br/2021/02/corpos-incapazes/. Acesso em: 13 abr. 2025.

MINGUS, Mia. Moving toward the ugly: a politic beyond desirability. Leaving Evidence – a blog by Mia Mingus, 21 ago. 2011. Disponível em: https://leavingevidence.wordpress.com/2011/08/22/moving-toward-the-ugly-a-politic-beyond-desirability/. Acesso em: 27 dez. 2025.

OLLMAN, Bertell. Alienation: Marx’s conception of man in capitalist society. 2. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 1977.

PAOLINELLI, Júlia Sanders. A teoria da reprodução social e a opressão da mulher no capitalismo: entre a reprodução da força de trabalho e a reprodução da vida. Revista Brasileira de Sociologia, v. 10, n. 25, p. 108-130, 2022.

PRADO JR, Caio. Formação do Brasil contemporâneo. Editora Companhia das Letras, 2011.]

SAFFIOTI, Heleieth Iara Bongiovani. O poder do macho. São Paulo: Moderna, 1987.

SAFFIOTI, Heleieth Iara Bongiovani. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2013.

SAFFIOTI, Heleieth Iara Bongiovani. Gênero, patriarcado e violência. São Paulo: Expressão Popular, 2015.

VOGEL, Lise. Marxismo e a opressão às mulheres: rumo a uma teoria unitária. Tradução de Thaís Barreto e Nair Fonseca. São Paulo: Boitempo, 2019.

Publicado

2026-08-12

Cómo citar

Ferreira de Freitas, A., & Martins de Paula, H. M. (2026). El amalgama crítico entre el Marxismo Feminista y la Teoría de la Reproducción Social: reflexiones sobre la condición de las mujeres con discapacidad en Brasil. CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS, 1(41), 1–22. https://doi.org/10.34019/1981-2140.2025.51428

Número

Sección

Dossiês