Infancia y capitalismo

la colonización del cuidado y la producción temprana de la subjetividad trabajadora

Autores/as

  • Hanna Vieira Alencar Universidade Estadual de Montes Claros
  • Felipe Fróes Couto Universidade Estadual de Montes Claros

DOI:

https://doi.org/10.34019/1981-2140.2025.51418

Palabras clave:

Infância, Capitalismo, Trabalho, Tempo social, Subjetividade

Resumen

El artículo analiza la infancia como una categoría social históricamente constituida en el interior del modo de producción capitalista, tomando como eje la organización social del trabajo y la expropiación del tiempo como dimensiones centrales de las condiciones de vida de la niñez. El estudio busca comprender de qué manera las extensas jornadas de trabajo adulto, la precarización de las relaciones laborales, la insuficiencia de las licencias de maternidad y paternidad, la institucionalización temprana del cuidado y la inserción de niños y niñas en actividades laborales inciden en la convivencia familiar, el cuidado cotidiano, el ocio y el desarrollo humano. Se trata de una investigación bibliográfica, fundamentada en la tradición marxista y desarrollada en diálogo con autores de la sociología de la infancia, la psicología histórico-cultural y el campo de las políticas sociales, a partir del análisis de obras clásicas y estudios empíricos. El análisis muestra que, en el capitalismo, el trabajo organiza el tiempo social y subordina la reproducción de la vida a las exigencias de la producción, produciendo la expropiación material y simbólica del tiempo familiar e infantil. La intensificación del trabajo adulto debilita el cuidado directo, reduce la convivencia cotidiana entre padres e hijos y promueve la institucionalización del cuidado como respuesta funcional a la restricción del tiempo familiar. En los sectores más precarizados de la clase trabajadora, la insuficiencia simultánea de tiempo e ingresos crea las bases materiales para la incorporación temprana de la infancia al trabajo. Se concluye que la infancia, especialmente la infancia pobre, se encuentra sometida a un proceso estructural de colonización del tiempo y de producción temprana de subjetividades orientadas por la lógica del trabajo, lo que revela los límites concretos de la efectividad de los derechos de la infancia en una sociedad organizada por la racionalidad de la acumulación capitalista.

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Biografía del autor/a

Felipe Fróes Couto, Universidade Estadual de Montes Claros

Professor da Universidade Estadual de Montes Claros - UNIMONTES. Membro Permanente dos Programas de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social (PPGDS) e Pós-Graduação Profissional em Desenvolvimento Econômico e Estratégia Empresarial (PPGDEE). Mestre (2015) e Doutor (2020) em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais. Bacharel em Administração (2010) pela Unimontes e em Direito (2011) pelo Centro Universitário FIPMoc. MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria (2013) pelas Faculdades IBS-FGV. MBA Executivo Internacional em Direito Tributário (2014) pelas Faculdades IBS-FGV e Fordham Law University. Leciona nos cursos de Administração e Tecnologias em Gestão Pública. Líder do Grupo Ibero-Americano de Pesquisa em Corrupção Sistêmica (GIPECS - Resolução CEPEx 015/2021). Membro Titular do Conselho de Transparência Pública e Combate à Corrupção de Minas Gerais (CTCC / CGE-MG). Desenvolve pesquisas de natureza qualitativa, preferencialmente em abordagens críticas, nos campos de Estudos Organizacionais, Administração Pública e Gestão Estratégica.

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Publicado

2026-08-12

Cómo citar

Vieira Alencar, H., & Fróes Couto, F. (2026). Infancia y capitalismo: la colonización del cuidado y la producción temprana de la subjetividad trabajadora. CSOnline - REVISTA ELETRÔNICA DE CIÊNCIAS SOCIAIS, 1(41). https://doi.org/10.34019/1981-2140.2025.51418

Número

Sección

Dossiês