As ideias de Florestan Fernandes e Roberto Campos sobre a Constituição de 1988 e a necessária constituinte na atualidade
DOI:
https://doi.org/10.34019/1981-2140.2025.49592Palavras-chave:
constituição de 1988, assembleia constituinte, neoliberalismo, Florestan Fernandes, Roberto CamposResumo
O ensaio visa mapear certas ideias que marcaram o processo constituinte brasileiro dos anos de 1987 e 1988. Para isso, busca-se identificar avaliações em torno da constituinte e da Constituição de 1988, tecidas por dois importantes parlamentares da época, o marxista Florestan Fernandes e o liberal Roberto Campos. A partir da descrição de um dialético jogo de visões sobre a Constituição e o Brasil, são feitas considerações teóricas a respeito do imperativo de uma nova constituinte, tomando como foco de análise o longo e intenso processo de deformação neoliberal da carta constitucional. A abordagem teórica norteia-se, principalmente, pelo instrumental de reflexão marxista.
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