Fatores determinantes da atração e retenção de médicos na atenção primária: análise da remuneração no setor público em uma macrorregião de Santa Catarina
DOI:
https://doi.org/10.34019/1809-8363.2026.v29.47566Palabras clave:
Salario, Distribuição de recursos, Atenção básica, Estratégia da saúde da familiaResumen
Introdução: No Sistema Único de Saúde (SUS), o papel do médico na Estratégia de Saúde da Família (ESF) é crucial, abrangendo cuidados clínicos, prevenção, diagnóstico e coordenação do cuidado entre os diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde (RAS). Contudo, o Brasil enfrenta desafios na atração e retenção de médicos especializados em Medicina de Família e Comunidade (MFC), resultando em alta rotatividade e comprometendo a eficácia da Atenção Primária. Este trabalho investiga a correlação entre a remuneração dos médicos na Atenção Primária à Saúde (APS) e fatores socioeconômicos e geográficos em municípios da macrorregião de saúde do Planalto Norte e Nordeste de Santa Catarina. Métodos: A análise foi conduzida em duas etapas. Primeiro, foram coletados dados de salários e variáveis socioeconômicas de 26 municípios, seguida pela análise estatística utilizando o programa Jamovi 2.3.28.0. Resultados: Os resultados indicaram que, embora o salário médio dos médicos na região seja de R$ 22.770, não há uma correlação direta entre a remuneração e a economia local ou a proximidade com grandes centros urbanos. Discussão: A pesquisa ressalta a importância da remuneração como variável controlável pelos gestores de saúde, mas indica que outros fatores, como a estruturação da RAS e a intervenção política, também desempenham papéis significativos na atração e retenção de profissionais. Conclusão: O estudo sugere que políticas salariais locais podem ser eficazes na melhoria da distribuição geográfica dos recursos. No entanto, destaca a necessidade de mais investigações para compreender melhor os determinantes da remuneração e a motivação dos médicos na APS.




