Desafios para o cuidado em saúde mental: a perspectiva dos pacientes com esquizofrenia e seus familiares
DOI:
https://doi.org/10.34019/1809-8363.2026.v29.44728Palabras clave:
Saúde Mental, Estratégia de Saúde da Família, Esquizofrenia, CuidadoResumen
Introdução: A esquizofrenia é considerada a principal forma de psicose, em razão de sua frequência e relevância clínica, ocasionando prejuízos sociofuncionais e sobrecargas aos familiares. Objetivo: Analisar, na perspectiva dos pacientes com esquizofrenia e de familiares de seu convívio, o acesso à saúde nos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em um município do interior de Minas Gerais. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa. A população foi composta por pacientes com esquizofrenia e familiares de seu convívio, cadastrados nas equipes de Saúde da Família que contam com o Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade da Universidade Estadual de Montes Claros. A amostra intencional se deu por saturação teórica. Os dados foram coletados por meio de semiestruturadas e analisados conforme a técnica de Análise de Conteúdo Temática. Resultados e Conclusão: Foram entrevistados 18 participantes. Emergiram três unidades de análise: O significado de viver com necessidades em saúde mental: perspectivas de pacientes e familiares; desafios da assistência à saúde mental na RAPS; e percepções de pacientes e familiares/cuidadores sobre a assistência em saúde mental. Destacaram-se sentimentos positivos e negativos, bem como as dificuldades relacionadas ao convívio com o transtorno mental. Fatores associados às dificuldades de acesso ao cuidado nos serviços, tais como a ênfase no atendimento medicamentoso, fragilidades na intersetorialidade e dificuldade de acesso ao profissional, foram evidenciados como desafios da assistência. Ademais, a maioria dos entrevistados reconheceu o acolhimento dos profissionais e o apoio familiar como elementos fundamentais para lidar com os desafios associados à esquizofrenia.




