Saúde mental e violência contra a mulher na Atenção Primária à Saúde

Autores

  • Henrique Oliveira de Souto Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ https://orcid.org/0000-0002-7994-6020
  • Gabriela de Vasconcelos Barros Faculdade de Enfermagem e de Medicina Nova Esperança (FAMENE)
  • Matheus Alves Xavier Centro universitário de João Pessoa (UNIPÊ) https://orcid.org/0000-0001-7392-8166
  • Mariana Pereira Morais Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
  • Ramon Fernandes de Abrantes Barbosa Centro universitário de João Pessoa (UNIPÊ) https://orcid.org/0000-0003-2421-3054

Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde, Saúde Mental, Violência contra a mulher

Resumo

A violência contra a mulher é considerada um problema de saúde pública, devido às consequências físicas e mentais provocadas na vítima. A Atenção Primária à Saúde (APS) tem um papel importante na identificação e no combate, pela sua capacidade de criação de vínculo entre profissionais e usuários, e a longitudinalidade do cuidado. Objetivou-se apresentar a importância da APS no enfrentamento da violência contra a mulher e dos transtornos mentais decorrentes dela. A pesquisa foi realizada através de fontes de dados, como artigos científicos eletrônicos, nas plataformas SciELO, BVSMS, PubMed. A violência contra a mulher acontece, na maioria das vezes, por parceiros íntimos, e seus danos psicológicos costumam ser negligenciados, tanto pela sociedade quanto pelos profissionais de saúde, provocando sequelas ainda maiores que a própria agressão física. Existe uma grande incapacidade em encaminhar a questão corretamente, visto que as abordagens cotidianas dos serviços de saúde ainda são bastante baseadas em práticas curativas e muitos profissionais não se sentem qualificados para abordar esse tema com as usuárias. Além das lesões físicas, as agressões psicológicas por si só acarretam elevados níveis de frustração, desconfiança e baixa autoestima que podem evoluir para o desenvolvimento de transtornos mentais não psicóticos, como depressão e ansiedade. Para uma melhor abordagem, torna-se importante buscar o estreitamento do vínculo com as mulheres, uma vez que elas raramente relatam os episódios de abuso na primeira consulta, sendo necessária a construção de uma relação de confiança para que seja possível a confirmação do problema. Em conclusão, percebe-se que a abordagem das mulheres vítimas de violência é complexa e deve envolver o acolhimento e uma equipe multidisciplinar, além de observar o contexto social que a vítima se insere e os transtornos mentais associados. Assim, a capacitação de profissionais para o enfrentamento do problema é imprescindível.

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Biografia do Autor

Henrique Oliveira de Souto, Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ

Discente de Medicina (UNIPÊ)

Gabriela de Vasconcelos Barros, Faculdade de Enfermagem e de Medicina Nova Esperança (FAMENE)

Discente de Medicina (FAMENE)

Matheus Alves Xavier, Centro universitário de João Pessoa (UNIPÊ)

Discente de Medicina (UNIPÊ)

Mariana Pereira Morais, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Discente de   Medicina (UFPB)

Ramon Fernandes de Abrantes Barbosa, Centro universitário de João Pessoa (UNIPÊ)

Médico de Família e Comunidade  (UNIPÊ)

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Publicado

2021-06-01

Edição

Seção

Resumos