Alterações dos aspectos da Atenção Primária durante o internato em UBS COVID

Autores

  • Déborah Barbosa Naves Universidade Federal de Mato Grosso – Câmpus Sinop
  • Daliany Santos Universidade Federal de Mato Grosso – Câmpus Sinop ( UFMT) https://orcid.org/0000-0002-2445-1688
  • Isabela Ropelli Huck Universidade Federal de Mato Grosso – Câmpus Sinop ( UFMT) https://orcid.org/0000-0003-1334-0197
  • Marília Cardoso Guimarães Universidade Federal de Mato Grosso – Câmpus Sinop ( UFMT)
  • Rafaela Petrina Silva Bittencourt Universidade Federal de Mato Grosso – Câmpus Sinop ( UFMT)

Palavras-chave:

Atenção Primária à Saúde, Infecção por Coronavírus, COVID-19

Resumo

A pandemia do COVID-19, decretada como tal pela Organização Mundial da Saúde, em março de 2020, vem impactando de forma global as questões sanitárias e psicossociais da população. Assim, o Ministério da Saúde, por meio da Portaria N°403, de 19 de março de 2020, estabeleceu um incentivo financeiro para a Atenção Primária à Saúde (APS), já que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) configuram o primeiro acesso dos cidadãos com o Sistema Único de Saúde (SUS). Como objetivo, buscou-se refletir sobre o impacto da pandemia COVID-19 na rotina do internato de medicina, em uma UBS de atendimento centralizado em Síndromes Gripais e casos suspeitos de COVID-19, em Sinop-MT. Quanto à metodologia, optou-se pela observação prática das intervenções na saúde pelo novo contexto de pandemia. A partir do relato de experiência, presenciou-se uma pandemia em um ambiente que conta com a preceptoria e a supervisão de médicos experientes mostra-se uma excelente oportunidade de aprendizado. A experiência no cuidado dos pacientes infectados pela COVID-19 torna-se um desafio, pois o tratamento desses pacientes traz preocupações acerca do cenário global e gera prejuízos à saúde mental dos profissionais, que abdicam da convivência com pessoas próximas e de demais atividades cotidianas, por se tornarem população de risco, devido à frequente exposição ao vírus. Ademais, a transformação das UBS em referência para pacientes suspeitos de COVID-19 retirou delas as características da APS, como a integralidade da atenção e a longitudinalidade do cuidado: a unidade funciona como um pronto atendimento, em que a atuação do médico se restringe ao binômio queixa-conduta. A população adscrita perde o segmento que realizava com a equipe e os profissionais perdem o contato com a rotina do serviço. Em conclusão, vivenciar o cuidado desses pacientes, enquanto acadêmico de medicina, sob a supervisão de médicos preceptores, que desempenham além de funções técnicas, funções docentes, éticas e morais, traz uma segurança contínua em relação à prática médica.

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Biografia do Autor

Déborah Barbosa Naves, Universidade Federal de Mato Grosso – Câmpus Sinop

Discente do curso de medicina na Universidade Federal de Mato Grosso – Campus Sinop ( UFMT).

Daliany Santos, Universidade Federal de Mato Grosso – Câmpus Sinop ( UFMT)

Acadêmica de medicina.

Isabela Ropelli Huck, Universidade Federal de Mato Grosso – Câmpus Sinop ( UFMT)

Acadêmica de medicina.

Marília Cardoso Guimarães, Universidade Federal de Mato Grosso – Câmpus Sinop ( UFMT)

Acadêmica de medicina.

Rafaela Petrina Silva Bittencourt, Universidade Federal de Mato Grosso – Câmpus Sinop ( UFMT)

Docente do curso de medicina na Universidade Federal de Mato Grosso – Campus Sinop ( UFMT).

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Publicado

2021-06-01

Edição

Seção

Resumos