Demanda de atendimento em práticas integrativas e complementares por usuários da atenção básica e fatores associados

  • Igor Cordeiro Vieira Universidade Federal de Juiz de Fora-UFJF
  • Willian Pedro Correa Andrade Jardim Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Danielle Paula da Silva Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Fabiana Alaide Ferraz Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Priscila Silva Toledo Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
  • Mário Círio Nogueira Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Palavras-chave: Terapias Complementares, Atenção Primária à Saúde, Necessidades e Demandas de Serviços de Saúde

Resumo

RESUMO

OBJETIVO: Identificar a demanda e a proporção de uso das práticas integrativas e complementares (PIC) pela população residente em área de abrangência de unidade básica de saúde (UBS).

MÉTODOS: Inquérito epidemiológico entre os usuários de uma UBS em um município de médio porte em Minas Gerais. A população de estudo consistiu de adultos residentes na área de abrangência desta UBS, atendidos no mês de agosto de 2016. Foram realizadas entrevistas diretas com os pacientes, utilizando um questionário estruturado e estimadas prevalências de respostas positivas a cada questão, testando para associações entre variáveis, com o teste qui-quadrado.

RESULTADOS: Entre os entrevistados, houve o predomínio de mulheres, da raça/cor branca, religião católica, escolaridade fundamental incompleta, com cônjuge, ocupação do lar e equilíbrio entre as faixas etárias. A grande maioria (88,3%) conhecia alguma PIC, sendo as mais conhecidas a acupuntura (78,9%) e a homeopatia (67,7%). Cerca de metade (53,3%) já utilizou alguma PIC, e as mais usadas foram a fitoterapia (36,0%) e a homeopatia (24,3%). A demanda percebida de atendimento pelas PIC foi de 81,9% e de informação de 92,5%, com pequenas diferenças entre as diversas PIC. Apenas 34,9% dos usuários da UBS sabiam que as PIC são oferecidas em serviços públicos de saúde do município, sendo a homeopatia a que teve maior proporção (25,3%). Dentre as variáveis sociodemográficas, o conhecimento sobre as PIC esteve associado à escolaridade mais alta, o uso das PIC ao sexo feminino, a necessidade de informação sobre as PIC à raça/cor não branca e às religiões evangélicas, e o conhecimento sobre as PIC estarem disponíveis no SUS à idade mais elevada. A necessidade de atendimento pelas PIC não se associou a nenhuma variável.

CONCLUSÃO: Este estudo identificou a existência de uma demanda populacional pelas PIC que ainda não é plenamente atendida pelo sistema de saúde. Identificou também uma necessidade de informação em relação a aspectos conceituais das PIC e sobre a oferta existente atualmente no SUS.

Biografia do Autor

Igor Cordeiro Vieira, Universidade Federal de Juiz de Fora-UFJF
Aluno do curso de Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Willian Pedro Correa Andrade Jardim, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Aluno do curso de Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Danielle Paula da Silva, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Aluna do curso de Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Fabiana Alaide Ferraz, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Aluna do curso de Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Priscila Silva Toledo, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Aluna do curso de Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Mário Círio Nogueira, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Professor do Departamento de Saúde Coletiva, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF
Publicado
2020-01-24
Seção
Artigos Originais