PRÁTICAS ALIMENTARES DE CRIANÇAS MENORES DE DOIS ANOS ATENDIDAS PELO SERVIÇO DE ATENÇÃO AO DESNUTRIDO DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA – MINAS GERAIS

Autores

  • Virginia Oliveira Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Annelisa Farah da Silva Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Lívia Gomes Muratori Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Luiz Cláudio Ribeiro Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Elizabeth Lemos Chicourel Universidade Federal de Juiz de Fora

Palavras-chave:

Aleitamento materno, Alimentação complementar, Desnutrição infantil

Resumo

O aleitamento materno é um importante componente da alimentação infantil, sendo capaz, isoladamente, de nutrir adequadamente as crianças nos primeiros seis meses de vida. A partir desse período, deve ser complementado com alimentos adequados a fim de evitar as graves conseqüências da desnutrição infantil e prevenir possíveis casos de mortalidade e morbidades na infância. Este trabalho visou avaliar os hábitos alimentares de crianças menores de dois anos atendidas pelo Serviço de Atenção ao Desnutrido (SAD) do município de Juiz de Fora – MG, identificando os fatores que mais se associam para o déficit nutricional. O estudo foi realizado com 51 crianças menores de dois anos, de ambos os sexos, através da aplicação de um questionário à mãe ou responsável pela criança. Foi encontrado um percentual elevado de crianças nascidas com baixo peso (23,5%) e prematuras (39,2%). Nenhuma se encontrava em aleitamento materno exclusivo e mais da metade já recebia alimentação artificial. A idade média de inserção no SAD foi de 8,7 meses. A maioria das mães tinha entre 20 e 30 anos (60,8%), possuía baixa escolaridade (72,5%) e trabalhava apenas no lar. Grande parte delas não havia recebido nenhum tipo de informação sobre alimentação complementar, apesar de terem realizado adequadamente o acompanhamento pré-natal. As famílias atendidas pelo SAD possuem baixa renda e mais de um filho vinculado ao programa. O tempo de aleitamento materno exclusivo foi inferior a três meses e a introdução de alimentos complementares foi precoce ou tardia para a maioria das crianças. A dieta infantil apresentou certa variedade de alimentos, no entanto, houve elevado consumo de alimentos de baixo valor nutricional e contra-indicados para a faixa etária analisada. A significância das relações entre variáveis maternas e o perfil alimentar das crianças foi determinada pelo teste qui-quadrado (p<0,05).

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Biografia do Autor

Virginia Oliveira, Universidade Federal de Juiz de Fora

Faculdade de Farmácia – Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)



Annelisa Farah da Silva, Universidade Federal de Juiz de Fora

Farmacêutica

Mestre em Ciências Biológicas - Genética e Biotecnologia

Núcleo de Identificação e Quantificação Analítica (NIQUA)

Faculdade de Farmácia – Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Lívia Gomes Muratori, Universidade Federal de Juiz de Fora

Enfermeira

Luiz Cláudio Ribeiro, Universidade Federal de Juiz de Fora

Doutor em Demografia

Professor associado do Departamento de Estatística da Universidade Federal de Juiz de Fora

 

Elizabeth Lemos Chicourel, Universidade Federal de Juiz de Fora

Doutora em Ciências dos Alimentos

Professora adjunta do Departamento de Alimentos e Toxicologia da Universidade Federal de Juiz de Fora

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Publicado

2012-02-14

Edição

Seção

Artigos Originais

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