Das margens ao centro

Choi Ja-shil, protagonismo feminino e invisibilidade histórica na gênese das igrejas em células

Autores

  • Fabiano Pires Silva UMESP

DOI:

https://doi.org/10.34019/2237-6151.2026.v23.52849

Palavras-chave:

Choi Ja-shil, Igrejas em células, Protagonismo feminino, Gênero e religião, Memória eclesiástica

Resumo

Este artigo analisa o protagonismo de Choi Ja-shil e das primeiras líderes na gênese das igrejas em células, problematizando a memória eclesiástica que consagrou David Yonggi Cho como principal formulador do sistema. A pesquisa pergunta como uma mulher que participou da fundação da comunidade, propôs a convocação feminina em 1964, coordenou as primeiras redes e produziu obras próprias tornou-se quase invisível na circulação internacional do modelo. Com abordagem qualitativa, articula revisão bibliográfica, leitura historiográfica e análise crítica do discurso, tomando Hallelujah Lady como fonte primária e dialogando com teólogas feministas asiáticas e latino-americanas, estudos sobre memória e história das mulheres e uma comparação controlada com a Reforma Protestante. Os resultados indicam que a liderança feminina foi condição de possibilidade do sistema celular, embora reconhecida sob estruturas de tutela masculina, visíveis na linguagem de “usar as mulheres” e no símbolo do chapéu. Demonstram ainda que o problema não é a inexistência da voz de Choi, mas sua recepção desigual: enquanto os escritos de Cho circularam como método e teoria eclesiológica, os de Choi foram mais facilmente confinados à devoção e ao testemunho. Conclui-se que recolocar Choi no centro altera a distribuição da autoria histórica e amplia o debate sobre gênero, autoridade e memória no cristianismo contemporâneo.

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Biografia do Autor

Fabiano Pires Silva, UMESP

Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo - UMESP. Licenciado em História, Ciências Sociais e Geografia. Bacharel em Teologia.

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Publicado

2026-10-26

Como Citar

PIRES SILVA, Fabiano. Das margens ao centro: Choi Ja-shil, protagonismo feminino e invisibilidade histórica na gênese das igrejas em células. Sacrilegens , [S. l.], v. 23, n. 2, p. 262–285, 2026. DOI: 10.34019/2237-6151.2026.v23.52849. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/sacrilegens/article/view/52849. Acesso em: 4 nov. 2026.

Edição

Seção

Temática Livre