De volta ao passado

um estudo de caso de insucesso na adoção

Palavras-chave: Adoção, Família, Parentalidade

Resumo

A adoção é uma forma de proteção aos direitos fundamentais de crianças e de adolescentes, por isso, a importância de que seja um processo repleto de atenção por todos os envolvidos, minimizando os riscos de insucesso. Este estudo tem como objetivo apresentar vivências e sentimentos envolvidos em um caso de insucesso na adoção. Trata-se de um estudo qualitativo, transversal e com delineamento de estudo de caso único, do qual participaram uma adolescente e seus respectivos adotantes. A adolescente respondeu a uma entrevista semiestruturada e ao Desenho da Família, os adotantes responderam a entrevista. Os resultados encontrados apontam que o desenvolvimento dos processos de filiação e parentalidade são fundamentais para o estabelecimento das relações familiares e do êxito do processo adotivo.

Biografia do Autor

Letícia Ferraz Neis, Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Letícia Ferraz Neis, graduanda em psicologia pela Unisinos.

Denise Falcke, Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Denise Falcke, professora doutora do programa de pós graduação em psicologia clínica da Unisinos

Referências

Alby, V.J., & Vives, J. M. (2015). Parentalité et paternité: les nouvelles modalités contemporaines du «faire famille». Dialogue, 1, 19-30. doi:10.3917/dia.207.0019
Araújo, L. D., Oliveira, J. D., Sousa, V. D., & Castanha, A. R. (2007). Adoção de crianças por casais homoafetivos: um estudo comparativo entre universitários de Direito e de Psicologia. Psicologia & Sociedade, 19(2), 95-102. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/psoc/v19n2/a13v19n2
Barbosa, P. V., & Wagner, A. (2013). A autonomia na adolescência: Revisando conceitos, modelos e variáveis. Estudos de Psicologia, 18(4), 649-658. Recuperado de https://www.redalyc.org/pdf/261/26130639013.pdf
Bowlby, J. (1988). Developmental psychiatry comes of age. The American journal of psychiatry. 145(1), 1-10. doi:10.1176/ajp.145.1.1
Brasil. (2017). Lei n. 13.509 de 22 de novembro de 2017. Dispõe sobre adoção e altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente). Recuperado de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13509.htm
Brasil. (1990). Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Recuperado de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8069.htm
Brasil. (2016). Resolução nº 510, de 7 de abril de 2016. Recuperado de http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2016/Reso510.pdf
Carnaúba, G. S., & Ferret, J. C. F. (2018). Devolução de crianças adotadas: consequências psicológicas causadas na criança que é devolvida durante o estágio de convivência. Revista Uningá, 55(3), 119-129. Recuperado de http://revista.uninga.br/index.php/uninga/article/view/83.
Carter, B., & McGoldrick, M. (1995). As mudanças no ciclo de vida familiar: uma estrutura para a terapia familiar (2a. ed.). Porto Alegre, RS: Artmed.
Corman, L. (2003). O teste do desenho da família. São Paulo: Casa do Psicólogo.
Costa, L. F., & Campos, N. M. V. (2003). A avaliação psicossocial no contexto da adoção: vivências das famílias adotantes. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 19(3), 221-230. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/%0D/ptp/v19n3/a04v19n3.pdf
Costa, N. R. A., & Rossetti-Ferreira, M. C. (2007). Tornar-se pai e mãe em um processo de adoção tardia. Psicologia: Reflexão e Crítica, 20(3), 425-434. Recuperado de https://www.redalyc.org/html/188/18820310/
Creswell, J. W. (2010). Projeto de pesquisa métodos qualitativo, quantitativo e misto. Porto Alegre: Artmed.
Cruz, Q. S., & Mosmann, C. P. (2015). Da conjugalidade à parentalidade: vivências em contexto de gestação planejada. Aletheia, (47-48), 22-34. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/pdf/aletheia/n47-48/n47-48a03.pdf
D’amato, B. (2010). Adoption: perspectives and fantasy. Modern Psychoanalysis, 35(1), 53-67. Disponível em: https://eds.a.ebscohost.com/eds/pdfviewer/pdfviewer?vid=1&sid=468fbc6e-fab5-49fb-8b32-f5484dae0a46%40sessionmgr4007
Falcão, D. L. M. (2017). Devolução de crianças adotadas: a reedição do abandono e o sistema legal de proteção da criança, em caso de devolução (Trabalho de Conclusão de Curso de Direito). Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Pernambuco. Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/21685/1/Monografia.%20Débora%20Falcão%20VERSÃO%20FINAL.pdf
Féres-Carneiro, T., Machado, R. N., Mello, R., & Magalhães, A. S. (2017). Práticas de nomeação nas relações familiares contemporâneas. Revista da SPAGESP, 18(1), 4-19. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rspagesp/v18n1/v18n1a02.pdf
Féres-Carneiro, T, & Magalhães, A. S. (2011). A parentalidade nas múltiplas configurações familiares contemporâneas. In L. V. C. Moreira & E. P. Rabinovich, Família e parentalidade: olhares da Psicologia e da História (pp. 117-134). Curitiba: Juruá.
Gomes, I. C., & Levy, L. (2016). A Psicanálise Vincular e a preparação de crianças para a adoção: uma proposta terapêutica e interdisciplinar. Contextos Clínicos, 9(1), 109-117. doi: 10.4013/ctc.2016.91.09.
Hartinger-Saunders, R. M., Trouteaud, A., & Johnson, J. M. (2015). Post adoption service need and use as predictors of adoption dissolution: Findings from the 2012 National Adoptive Families Study. Adoption Quarterly, 18(4), 255-272. doi: 10.1080/10926755.2014.895469
Junqueira, M. F. (2014). A Parentalidade contemporânea: encontros e desencontros. Primórdios, 3(3), 33-44. Recuperado de https://docplayer.com.br/9626438-Parentalidade-contemporanea- encontros-e-desencontros.html
Levy, L., Pinho, P. G., & de Faria, M. M. (2009). “Família é muito sofrimento”: um estudo de casos de “devolução” de crianças. Psico, 40(1), 58-63. Recuperado de https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=5161484
Lévy-Soussan, P. (2010). Trabalho de filiação e adoção. In I. Trindade Salavert, Os novos desafios da adoção (pp. 45-80). Rio de Janeiro: Companhia de Freud.
Machado, R. N., Carneiro, T. F., & Magalhães, A. S. (2015). Parentalidade adotiva: Contextualizando a escolha. Psico, 46(4), 442-451. doi:10.15448/1980-8623.2015.4.19862.
Minuchin, S. (1982). Famílias: Funcionamento e Tratamento. Porto Alegre: Artes Médicas.
Moreira, L. V. C., & Rabinovich, E. P. (2011). Família e parentalidade: olhares da psicologia e da história. Curitiba: Juruá.
Morelli, A. B., Scorsolini-Comin, F., & Santeiro, T. V. (2015). O" lugar" do filho adotivo na dinâmica parental: revisão integrativa de literatura. Psicologia Clínica, 27(1), 175-194. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/pdf/pc/v27n1/10.pdf
Neto, H. L. C., Saraiva, L. A. S., & da Silva, A. N. (2015). Desenhando a vivência: um estudo sobre sexualidade, trabalho e tabu de homens gays. Bagoas-Estudos gays: gêneros e sexualidades, 9(12), 189-216. Recuperado de https://periodicos.ufrn.br/bagoas/article/view/8145/5878
Oliveira, S. V. D., & Próchno, C. C. S. C. (2010). A vinculação afetiva para crianças institucionalizadas à espera de adoção. Psicologia: ciência e profissão, 30(1), 62-84. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/pcp/v30n1/v30n1a06
Petrini, J. C., & Dias, M. C. (2013). Família no debate cultural e político contemporâneo. São Paulo: Edições Loyola.
Queiroz, E. F., & Passos, M. C. (2012). A clínica da adoção. Recife: Ed. Univ. UFPE. Rossato, J. G., & Falcke, D. (2017). Devolução de crianças adotadas: uma revisão integrativa da literatura. Revista da SPAGESP, 18(1), 128-139. Recuperado de https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=6121394
Santos, M. A., Raspantini, R. L., Silva, L. A. M., & Escrivão, M. V. (2003). Dos laços de sangue aos laços de ternura: o processo de construção da parentalidade nos pais adotivos. PSIC: Revista da Vetor Editora, 4(1), 14-21. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/pdf/psic/v4n1/v4n1a03.pdf
Schettini, L. F. (2008). Compreendendo os pais adotivos (2a. ed.). Recife: Bagaço.
Schettini, S. S. M., de Almeida Amazonas, M. C. L., & Dias, C. M. D. S. B. (2006). Famílias adotivas: identidade e diferença. Psicologia em estudo, 11(2), 285-293. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/%0D/pe/v11n2/v11n2a06.pdf
Silva, C. G. D., Paiva, V., & Parker, R. (2013). Juventude religiosa e homossexualidade: desafios para a promoção da saúde e de direitos sexuais. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, 17(44), 103-117. Recuperado de https://www.scielosp.org/article/icse/2013.v17n44/103-117/pt/
Silva, M. R. D. C., & Germano, Z. (2015). Perspectiva psicanalítica do vínculo afetivo: o cuidador na relação com a criança em situação de acolhimento. Psicologia Ensino & Formação, 6(2), 37-53. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/pdf/pef/v6n2/v6n2a04.pdf
Toledo, L. G., & Teixeira Filho, F. S. (2013). Homofobia familiar: abrindo o armário ‘entre quatro paredes’. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 65(3), 376-391. Recuperado de https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/126870/ISSN1809-5267-2013-65-03-376-391.pdf?sequence=1&isAllowed=y
Vinuto, J. (2016). A amostragem em bola de neve na pesquisa qualitativa: um debate em aberto. Temáticas, 22(44), 203-220. Recuperado de https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/tematicas/article/view/2144/1637
Wade, J. (2010). The long gestation: adoption as a developmental milestone. Modern Psychoanalysis, 35(1), 24-52. Recuperado de https://eds.b.ebscohost.com/eds/pdfviewer/pdfviewer?vid=0&sid=71fcb796-7839-42f7-87c7-7a81c81cf5ee%40sessionmgr101
Winnicott, D. W. (1954/1997). Armadilhas na adoção. In R. Shepherd, J. Johms, H. T. Robinson (Orgs.), Pensando sobre crianças (126-130). Porto Alegre: Artes Médicas.
Yin, R. K. (2010). Estudo de Caso - Planejamento e Métodos (4ª. ed.). Porto Alegre: Artmed.
Zornig, S. M. A. J. (2010). Tornar-se pai, tornar-se mãe: o processo de construção da parentalidade. Tempo psicanalitico, 42(2), 453-470. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/pdf/tpsi/v42n2/v42n2a10.pdf
Publicado
2020-08-30