Traços frios e insensíveis no DSM-V: Implicações teóricas e clínicas para o estudo da psicopatia

Resumo

O construto da psicopatia, inicialmente atribuído somente a adultos, tem sido estendido para a infância e adolescência. No entanto, níveis significativos de traços psicopáticos são altamente prevalentes em crianças, adolescentes e adultos quando comparados com outras desordens, como a esquizofrenia, o que enfatiza a necessidade de estudos aprofundados a respeito. O presente manuscrito debate acerca da relevância da identificação clínica de traços frios e insensíveis (callous-unemotional traits) e implicações para a pesquisa e prática em Psicologia em crianças e adolescentes. Estudos empíricos sobre o perfil de crianças e adolescentes com índices elevados de traços psicopáticos, incluindo funcionamento neuropsicológico e dificuldades associadas são comparados e avaliados criticamente. De modo similar, o texto enfatiza meios de diagnóstico, prevenção e intervenção psicológica

Biografia do Autor

Guilherme Welter Wendt, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Psicólogo (PUCRS), Mestre em Psicologia Clínica (UNISINOS) e Doutor em Psicologia (Goldsmiths, Universidade de Londres). Atualmente, é Pós-Doutorando junto ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia (UFRGS, com bolsa do CNPq).
Silvia Koller, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Professora Doutora Titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq (Nível 1A).
Publicado
2019-05-28